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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

A Mulher Certa

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A vida é para sentir

Querido, quando olho para o passado, o nosso, não sei como aguentei. Sabes? Não sei como aceitei que me tratasses como lixo. Nunca ligavas, nunca combinavas nada comigo para além das saídas ao domingo. Domingo é para a família. Eu era só o porto seguro, aquela que podia dar-te uma família e ia estar sempre ao teu lado, não era? Eu era só e apenas pouco que podia virar muito. E sendo muito cliché, acabei por ser nada. Somente para ti, porque depois acordei e percebi que sou tudo. Bem, eu era completamente apaixonada por ti. Obcecada? Sim, diria que sim. Doida, doente. E olha que não te imaginava comigo no futuro. Sabia que tínhamos um prazo curto. Mais uns meses até acabar por perceber quem eras. Não sei se és, porque nunca mais tive contacto contigo. Nem tenho saudades, mas às vezes meto-me a pensar em nós. Como era tão pequenina, aliás, como me fazias sentir tão pequenina. Querido, espero que tenhas sofrido muito quando te deixei. Não é que seja vingativa, mas queria que pagasses pelas marcas que me deixaste. Não que tenham sido profundas, não foram. Foram marcas que me ajudaram também. Uma paixão, quem nunca acabou por se ferir perante uma paixão? Tenho pena, realmente muita pena de quem não teve a oportunidade de estar apaixonado. Querido, quando te vi há umas semanas atrás lembrei-me da tua frieza e nem o teu sorriso me fez desejar estar contigo agora. E sei que também te lembras de mim como a maior paixão que tiveste. Foi só isso. Fomos a maior paixão um do outro. A vida é para sentir. Espero, querido, espero que tenhas noção do quanto gostei de ti. Confesso que adorava dizer-te umas verdades. Quem sabe, o futuro costuma dar muitas voltas e tratar de tudo. Adorava. Acho que sinto saudades do que dizíamos um ao outro. As mentiras constantes a olhar um para o outro. Não fui melhor do que tu. E não me arrependo de nada. Voltava a fazer quase tudo igual. Um dia, revelo as diferenças sem arrependimento. Imaginas como seriamos agora? Destruíamos tudo à nossa volta. Querido, não me esqueças. Quando nos voltarmos a encontrar tira esse sorriso. Até lá, sei lá.

A minha relação com carros e lugares apertados

Recentemente, enfiei o carro num beco com vários carros estacionados de um lado e do outro. O pessoal queria passar, mas não estava a perceber as minhas intenções. Eu queria conseguir sair dali sem riscar outro carro. Começaram a buzinar, a resmungar. Eu parei o carro, saí e avisei: não consigo tirar daqui o carro e já me estou a enervar. Quando a pressão é muita, por mais manobras que faça não vou a lado nenhum. E não tenho vergonha em admitir. Não consigo, pronto. Um senhor ao ver o meu estado, pediu-me a chave do carro e saiu de lá em três tempos. Ainda disse: não precisa de se enervar, basta pedir ajuda. Basta, claro que basta. 

Pormenores

Eu e o meu marido trabalhamos juntos. Mas somos empregados individuais, cada um com o seu ordenado, obviamente. Na altura do Natal, os empregados recebem vouchers para gastarem em compras. E a minha empresa tem o cuidado de dar mais vinte euros aos empregados por cada  filho. Ou seja, no meu caso, recebo mais vinte euros pelo Gustavo. Só que o meu marido não recebe vinte euros pelo Gustavo. Porque como somos um casal, é mesmo assim, é uma fortuna. Eu não acho justo, mas também já nem ligo. Um bom natal, são só vinte euros. Consideração é uma palavra tão bonita. Ah, na altura que estava grávida do Gustavo quiseram dar-me vinte euros na mesma, mas desta vez nem quiseram saber da Francisca. Tudo bem. Somos bons. 

Dúvidas fúteis

Amanhã vou pintar o cabelo. De vez em quando dá-me para mudar o visual. Já tinha cortado o cabelo, mas não mudou grande coisa. E o que eu gosto de mudanças radicais. Posso até arrepender-me no minuto seguinte... Então, estou indecisa entre cinza, rosa, azul, lilás e vermelho. 

2015

Só para dizer que foi um dos piores anos da minha vida. Está a ser. Só para dizer que preciso que comece de novo, ou acabe simplesmente para começar 2016 com coisas boas. Sei que um novo ano não traz consequentemente só coisas boas, tenho consciência que até pode ser pior, mas eu acredito que será diferente. Preciso de continuar com esperança, fé e coragem. Preciso de acreditar. Porque se baixo os braços, muitos braços vão baixar comigo. Isso não pode ser. Só para dizer que estive várias vezes no limite. Cheguei até aqui por causa da minha força e de quem me acompanha. Mas chega, 2015, deixa-me em paz.

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