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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

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O meu segundo parto não foi maravilhoso

Querem detalhes? Posso avisar que não foi uma experiência bonita. 

 

Na quinta feira, dia 25 de Fevereiro, à uma da manhã senti a primeira contracção forte. O que decidi fazer? Tomar banho quente e voltar para a cama porque só queria ir para o hospital de manhã. Ingénua, pobre ingénua. Assim que acabei de tomar banho as contrações passaram a ser de dez em dez minutos. Liguei à minha mãe e pedi-lhe para vir para a minha casa para ficar com o Gustavo. Avisei o marido que se preparou de imediato. Quando a minha mãe chegou, fomos a voar para o hospital Santa Maria. A voar, como quem diz, porque o carro parecia que nunca mais saia do mesmo lugar. E durante o caminho as contracções passaram de dez em dez para três em três minutos. Toda eu desesperada, aos gritos, pensava que não ia aguentar mais. 

 

Quando cheguei ao hospital fui recebida por uma auxiliar com a seguinte pérola: "mas chegou algum autocarro?". Só não a mandei ir dar uma volta porque estava maluca de dores e precisava de ajuda. Pedi urgência, pedi ajuda e fui tão mal recebida que vi logo o filme. Haviam imensas grávida à espera, e apenas uma equipa médica. Uma médica super mal disposta, resmungona e pouco simpática. Mandaram-me deitar numa maca, viram que estava com quase sete dedos de dilatação, mandaram-me para outro andar para levar a epidural enquanto eu chorava de dores. 

 

No outro andar, meteram-me na sala e partos e deixaram-me ali aos berros. Aos berros! Não senti em momento algum, por parte da pessoas que encontrei naquela noite, um pingo de simpatia ou apoio. Avisaram-me que a anestesista estava numa cesariana e tinha de esperar. Quando me deram a epidural deixei de sentir as dores por apenas vinte minutos. Quando voltaram, voltaram com muita força e não quiseram dar-me outra dose. Por mais que eu suplicasse. Analisaram-me, viram que ela estava a nascer e prepararam tudo para a hora h. O marido estava nervoso, eu tentava seguir todas as indicações mas já não tinha forças para fazer força. Gritaram comigo: vá, faça força, não desista, vá vá". Eu só queria que se calassem. Só queria que aquilo terminasse. O marido acabou por sentir-se mal com tanta força que ele fez juntamente comigo. Posso dizer que o meu parto foi parecido com aquelas cenas de partos de filmes à moda antiga. Cenas essas que eu nunca acreditei que fossem realmente assim. Mas são! Podem ser! 

 

Quando ela finalmente nasceu (eram 4:35 da manhã), com 3225kg e 48cm, pedi para ela vir para os meus braços. Só queria saber se ela estava perfeita. Estava. Não queria que a levassem, mas levaram. Depois vieram explicar-me que tinha de ser levada para os cuidados intensivos para ser examinada pela equipa de cardiologia. Eu não queria, mas teve se ser. Pedi para deixarem dar-lhe mama e aceitaram por vinte minutos. Nove meses com ela na barriga, para estar com ela vinte minutos. Só voltei a vê-la no dia seguinte ás dez horas depois de me dizerem que estava óptima. Entretanto, enquanto esperava, liguei para os amigos e tudo e tudo. 

 

Foi isto. Não foi um parto maravilhoso. Foi incrivelmente doloroso. Para compensar, tive um pós-parto maravilhoso! Sem dores na coluna, sem dores de cabeça, sem dores, cheia de energia e muita vontade de abraçar a vida. A equipa do pós-parto no hospital Santa Maria é maravilhoso, já a equipa que eu apanhei durante a noite foi a pior que eu podia ter encontrado. Obrigadinha. 

 

No tempo certo

Fui ao hospital. Tenho hoje 39 semanas e 3 dias. A médica disse que o parto ainda está muito atrasado. Quer marcar o parto induzido para dia 4 de março. Eu só espero que a Francisca nasça no dia 3. Primeiro para contrariar, depois para fazer-me a vontade e por fim porque sei que não está atrasado. O corpo sabe quando os bebés têm de nascer. Não me venham com coisas.

É aquilo que temos

Hoje recebi uma carta da Segurança Social com a seguinte informação: tenho de ir a uma consulta ao serviços médicos em Torres para uma consulta e exame. Querem ver se tenho direito à baixa, tenho de levar os exames, relatório do médico, etc. Porra, nunca fui a tantas consultas na vida. Nunca estive tão farta da SS. Ainda nem sequer recebi um tostão da baixa e já falam em cortar uns míseros 55%. Ando eu com dores para aqui e para acolá, a gastar dinheiro do marido (porque eu não vi nada) em gasóleo, portagens, parques de estacionamento. Farta destes gajos que governam mal o país, que não cruzam dados, que não fazem uma merda com jeito. 

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