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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

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Quando tenho problemas normalmente não desabafo com ninguém.

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Quando tenho problemas normalmente não desabafo com ninguém. Já lá vai o tempo que a minha língua falava por mim. E contava tudo a toda a gente. Salvo seja. Não sei se conseguem imaginar um saco cheio, prestes a rebentar. Sou eu. Passo longos dias assim, nem dou por isso. Só quando estoira. Nesse momento, vai tudo à frente. Pareço uma metralhadora. É a troca que a sensatez me dá. Mais vale falar e esclarecer tudo no momento, no dia, beca beca beca... Não, acreditem que não vale. Por vezes, o assunto é quente e queima. Se eu estiver com algum problema procuro todas as soluções antes de desabafar com os outros.

É todo um processo. Primeiro escrevo sobre o assunto. No blog. De forma que ninguém consiga atingir aquilo que quero dizer. Só eu. Ajuda imenso. Depois, passo o dia inteiro a tentar bloquear o assunto. E consigo, na maioria das vezes. Como não digo nada, todos os meus gestos acabam por ser reflexo desse problema. Nesta etapa, só o homem lá de casa consegue perceber que eu ando com um problema mas que não quero falar sobre ele. Então começa a insistir com a pergunta “passa-se alguma coisa?”. E pronto. É ali que eu começo a falar. Falar. A tal metralhadora. Com os outros só falo quando já tenho o assunto resolvido. Primeiro, detesto mostrar as minhas fraquezas. Segundo, acho que os outros nunca entendem ou vão julgar aquilo que eu penso. Ou dizer tudo, menos aquilo que preciso de ouvir para me ajudar. Porque na verdade, nem preciso que me digam nada, só oiçam. Verdade seja dita, quando falo com o homem fico mil vezes mais leve mas eu nunca quero preocupá-lo. Aliás, eu sou uma super mulher e resolvo tudo sozinha. Quando procuro alguém para desabafar estou meio desesperada e não sei para onde me virar. Mas é raro.

Conselhos são muito bonitos, é agradável ouvir palavras fofinhas, mas só devemos viver consoante a nossa consciência. No final das contas, acabamos sempre por nos ouvir e esquecer os conselhos dos outros. Não é verdade?

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