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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

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Ódio em tempos modernos

Ódio, do verbo julgar. Uma miúda está a ser humilhada, criticada, gozada nas redes sociais porque dormiu com um homem na televisão. Esse homem já tinha dormido com outra que supostamente já tinha dormido com outra. Um homem que nunca escondeu quem é. Quando digo que os homens não mudam aos vinte e tal anos, ninguém acredita. Não mudam. Lá para os trinta, vá. Quem conseguia acreditar num homem cheio de quadrados, rectângulos, mentiras e traições? Mulheres cegas. Porque quando estão apaixonadas as mulheres são cegas. Só depois de baterem com a cabeça umas cinquenta vezes é que percebem a *cabrice* dos homens. Às vezes, nem assim. Então, diria, a moça está a ser humilhada e gozada por outras mulheres. Normal. Só as mulheres gozam e dizem mal de outras mulheres. No geral é assim. Sei o que digo. Tanto de um lado, como do outro. Mas olha que conheço homens assim. Se conheço... Acho engraçado (#sqn) o ódio desmedido nas redes sociais por seres humanos que ninguém conhece. Ver na televisão não é conhecer, tá? Acho engraçado atirarem pedras sem passarem primeiro em frente do espelho. O espelho da casa de banho conta, tá? A moça é acusada de sonsa, p*t*, vingativa, beca beca. Tudo. Dar opinião significa distribuir ódio e fazer disso uma festa, tá? Quem somos nós para mandar pedras sobre a cabeça dos outros? Somos melhores. Muito melhores. Pelo menos não fazemos figuras na tv. Nem os nossos pais. Fazemos igual ou pior sem uma câmara apontada nos queixos. Às vezes, fazemos coisas tão más que nem temos noção de quantas pessoas estamos a magoar. Às vezes, somos tão sonsos que nem coragem temos para admitir seja o que for. Às vezes, falamos tão mal nas costas dos outros que esquecemos que tudo se sabe, mesmo sem câmaras. O programa desce de nível, mas fora dele o nível também não está melhor. Mas, vá, vamos parar de odiar. Odiar é um verbo tão feio que devia ser banido do dicionário. Atirar pedras (em público) é crime. As redes sociais são a praça pública dos tempos modernos? Medo. É Natal.

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