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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

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Divagações de dentro para fora

 

Não ando a conseguir escrever nada por aqui. Culpa da falta de tempo. A Feira da Ascensão começou. Há que ir ali e acolá. O Gu anda mais inquieto. Não sei o que será. Dentes é cedo, não é? Agora faz birras enormes à noite. Quando digo enormes é mesmo enormes. Aflitivas. Mais um pouco e choro eu. O que é normal, agora choro marés de lágrimas. Por tudo e por nada. 

 

Ir à Feira da Ascensão com um bebé não é papa doce. Principalmente durante a noite. Enquanto lá estive senti o estomago contraido. Fiz mil filmes na cabeça. Não volto a meter os pés com ele na Feira. É muito pequeno, sinto que não está protegido. Mesmo comigo e com o pai. Não sei explicar. Sou eu e os meus medos. É muita gente. Muito alcool. Não é de todo ambiente para bebés. De dia sim, de noite não. 

 

Tenho aproveitado para estar com o pessoal. Descontrair para logo stressar com as birras do Gustavo e outros pormenores. Tem sido uma semana cheia. Desilusões regressam. Novas alegrias chegam. Um tudo e um nada. Enquanto abanava o carrinho do Gustavo, observava as pessoas a passear com copos de vodka e cerveja na mão, senti-me um ET. As pessoas continuam iguais, eu estou diferente. A minha vida mudou. Em reflexão, mais tarde, na cama, confirmei as suspeitas. Estou diferente mas não trocava a minha família por nada. Não são os copos que trazem felicidade a ninguém. Não são bebedeiras que levamos desta vida. Também, mas não só. Há tempo para tudo. É a família. Quantos não festejam hoje mas choram por estarem sozinhos sem ninguém para amar? Quantos não festejam hoje mas são mal amados? Quanto brincam com a vida, de festa em festa, mas não se sentem preenchidos no escuro do quarto? Olho para o sorriso do meu filho, sinto o coração cheio. Olho para nós enquanto família, sinto o coração cheio. Tudo na vida tem o outro lado da moeda. Eu escolhi este. Não posso divertir-me da mesma maneira, divirto-me de outra. Um dia, tudo se compõe. 

 

Tantas perguntas. Tantas mudanças. Todos chegamos. Ou quase todos. Cada um a seu tempo. O meu é agora.

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