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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

A Mulher Certa

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Cenas aleatórias da maternidade

Se eu pudesse ele não ia para o berçário, mas se calhar até ia na mesma. O berçário fez bem ao meu filho. Tenho a sensação que ele mudou bastante em certos aspectos. Tornou-se um bocadinho independente, aprendeu a brincar, sobretudo a brincar com outras crianças, já brincou com tintas, tirou fotografias, ouve música, lida com várias pessoas, etc…A única desvantagem são as doenças, mas faz parte.

Na festa, este fim-de-semana, assim que ouviu música meteu-se a dançar, a bater palminhas. Brincou com outros meninos. Não faz diferença, não estranha ninguém. Não parou um minuto. Eu fiquei com dores! Só quando chegou a hora do sono é que acalmou. Anda muito aflito dos dentes. Hoje, às seis da manhã, foram fraldas atrás de fraldas. Não há um único dia que consiga dormir até às sete. Sete, senhores. Acho que é o que mais me custa. Saudades de dormir.

Tenho a sensação que caso tivesse oportunidade de voltar aos seus primeiros meses de vida as coisas seriam mais calmas. Faria algumas coisas de forma diferente. Sinto-me mais segura no papel de mãe, menos ansiosa. Em suma, mais descontraída. Parece que as cólicas foram tão lá atrás, a minha memória não guardou nada desse tempo. Ainda bem que escrevi sobre o assunto, não vá dar-me a travadinha e eu queira dar uma mana, aqui e agora, ao Gu.

Não gosto das batalhas entre mães. O meu faz aquilo, o meu faz isto. O meu é assim, tanto me faz se não faz o que os outros fazem. Quando conto o que o Gu faz, faço sem qualquer intenção de elevar o meu filho. Ou o oposto, óbvio.

Puxo muito por ele. Faço questão de mostrar-lhe o mundo, ensinar, contar histórias, dar-lhe um livro para a mãe, ouvir António Zambujo agarradinhos, mostrar os animais, as cores. Estimular os seus sentidos. A nossa relação. Há dias que não fazemos nada. Porque os dias são todos diferentes. Mesmo com a rotina, o meu filho não tem um dia/noite/manhã igual.

Ontem, quando o vi a dormir quietinho, deu-me um aperto no coração. Recordei o dia do parto, lágrima ao canto do olho. Jamais vou esquecer a emoção de ver o meu menino. O meu tesouro. Foi o dia mais importante da minha vida. Chamei o pai dele e estivemos os dois a babar para cima dele enquanto ele dormia descansado no país dos sonhos. “Temos muita sorte!”.

Estou feliz pelo menino feliz que ele é. Sei-o feliz, é o que importa.

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