Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

Independência de sentimentos

eu

 

Vou para a varanda e quando meto os phones nos ouvidos puxo pelos pensamentos antigos e já não vejo a mesma pessoa. Sou a Cláudia, tenho mau feitio mas parece que a visão que tenho sobre tudo está diferente. Talvez tenham sido os ares do Algarve que fizeram uma limpeza nesta cabecinha. Talvez tenha conseguido superar os meus medos e simplesmente tirei toda a pressão sobre mim. Os amigos reclamam que ando distante. Bem perto mas distante. Posso esclarecer. Este texto serve para explicar-lhe isso. E a mim mesma, o que se anda a passar.

 

Se continuo a viver de forma emotiva? Continuo, nem sei viver de outra forma. Estou mais ponderada e mais terra a terra, sem me espalhar com a cabeça como fazia noutros tempos. Ciumeira faz parte de mim, mas acaba desfeita em palavras que nem eu acredito. Perder tempo com coisas vulgares já não servem para mim. Pois, o que é meu está cá. Protegendo, só posso proteger-me a mim. O resto? É fugaz e não vale a pena preocupar-me e passar horas sem dormir como fazia. O peso recupera. A paz interior torna-se tão grande que me assusta. Os nervos, às vezes, dão à costa mas espanto com uma facilidade incrivel. Acredito que foi força interior e uma compreensão da minha parte que nem sei onde aprendi. Talvez me veja ao espelho e saiba o que valha. Ou acabei por perceber a pouca importância que os outros já não têm na minha vida de forma a mover montanhas e a suar desnecessariamente. Oiço elogios que acabam por alimentar o ego e sei aproveitar cada palavrinha em prol do meu bem estar. Continuo uma princesa, mas sem me preocupar com princepes. Uma princesa sabe viver sem castelo mas nunca prescinde do seu trono. Mais atenta e confiante. Principalmente acho que estou mais contida na forma como falo na minha vida. Avisaram-me: "tu expões-te demais e acabas por ficar frágil". Percebi isso a tempo de não partir tudo de uma vez.

 

Não deixo de amar. Não deixo de me apaixonar todos os dias. Não deixo de gritar pensamentos desnecessários. Isso não. Nem hoje, nem nunca. Sou é talvez mais madura. Há que aprender com os erros. Uma proeza que nem todos conseguem. Há quem dê cabeçadas vezes sem conta. Eu acabei por dar. Acabei por partir a cabeça e perder o juizo. Consegui descobrir o sinónimo de independência de sentimentos. E só por isso, por mais que tente, quando vou para a varanda à noite já não lamento nada. Já não vejo a noite como inimiga. Não passo horas à espera.

 

Eu continuo a mesma, mas estou diferente. Sinto isso. Afinal, nada é eterno. Nada. Nem aquilo que pensava ser. Talvez tudo comece por aí. Em nós.

23 comentários

Comentar post

Pág. 1/2

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D