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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

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Bimby e coisas

"Por isso, digam-me: onde fica o engenho, entre cada click, ou mesmo antes do primeiro? Onde fica a arte, o coração a alma? A, arrisco, paixão [até eu, que me descabelo na decisão do-que-fazer-para-jantar, na chatice dos tachos e panelas, da atenção requerida enquanto-o-mundo-passa-lá-fora-e-não-espera-por-mim (a sensação estupida com que fico sempre), às vezes cozinho com e por paixão]. Onde fica a obra? No *empratamento*, que saído do faz-tudo *mais não é de que colorir sem passar a linha*?"

Depois de ler o post da Fátima Bento ( http://donadecasa.blogs.sapo.pt/512729.html) sobre os robots de cozinha, venho responder ao pedido. Não quer dizer que consiga responder, mas posso tentar.

Adoro cozinhar. Sempre gostei. E com a Bimby a minha paixão aumentou. Não foi pela facilidade. Eu continuo a sujar os dedos enquanto provo o molho, continuo a escolher o prato com o mesmo carinho e paixão. Aliás, a minha vida ficou mais saborosa. Não vejo a Bimby como uma facilitadora de vida, a Bimby é uma panela. Os botões da Bimby são os bicos do fogão. Entendo quando colocam estas questões, sem ter uma Bimby. Eu duvidava. Eu questionava. Achava tudo muito artificial. Não é. Tenho o rádio ligado enquanto cozinho. Amasso o pão, sujo a cara com farinha. Sinto-me livre para ser criativa. Tornei a minha vida mais saudável. Adeus gorduras. Quando a Bimby se torna na nossa panela, os nossos pratos são iguais, não é necessário seguir receitas às riscas. Gostava de conseguir explicar. Acho que tudo depende do cozinheiro. Não sinto que as minhas receitas sejam feitas pela Bimby. As minhas receitas têm o meu toque. Minhas. A Bimby faz limonada. Detesto espremer o limão com as mãos, gasto imensos limões para um litro de limonada. Acabou-se. Basta um aparelho para fazer o que dez faziam. Bateira, espremedor, liquidificador, 1 2 3,... Posso acrescentar, escolher os paladares. Posso inventar. Saem dezenas de receitas novas por mês adaptadas à Bimby. A paixão? A paixão está na forma como tempero os molhos. Na compotas caseiras que barro no pão fresco acabado de sair do meu forno. Nos bolos que o Zé come em que nada são diferentes aos que comia. Com a vantagem de ter menos loiça para ele lavar. Eu cozinho, ele lavava. A paixão está no entusiasmo com que vou para a cozinha, com a resposta "o que vai ser o jantar?". Não será o costume, de certeza.

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