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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

A Mulher Certa

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Nada justifica?

 

 

 

 

 

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Depois de almoço combinaram ir até à praia. Por telefone. Bastava ela almoçar e seguiam caminho. Ela arranjou-se, de biquíni posto saiu de casa. Enviou-lhe uma mensagem a avisá-lo que seguia caminho. O lugar era o do costume. Ele não respondeu. Uns quilómetros mais tarde, ela voltou a enviar-lhe mensagem. Novamente silêncio. Decidiu ligar-lhe. Nada. Insistiu até chegar ao ponto de encontro. Nada. Ligou e voltou a ligar até os dedos se cansarem. O suor escorria-lhe pela cara, devido à brasa que se fazia sentir. Precisava de àgua. Começava a desidratar, tal era a raiva.  Esperou mais um pouco ,até não aguentar aquele Sol , aquele silêncio quente. Não era comum ele não atender o telemóvel. Não era. A cabeça dela criou milhões de histórias e nenhuma fazia sentido para justificar aquela atitude. Era demais! Voltou para casa, a prometer que só ia esperar por um sinal dele até às quatro da tarde. Quando chegou a casa bebeu meio litro de àgua e sentou-se no sofá a fingir que estava calma. Nada, o raio do telemóvel não tocava. As imagens na TV já não faziam sentido. O calor apertava, assim como a raiva. "Não, não te vais chatear com isto"!

 

O telemóvel tocou, era ele. Pediu-lhe para voltar ao ponto de encontro para irem à praia. Ela questionou-o, ele disse que já explicava. Ela irritou-se e conduziu novamente com a raiva instalada. Que será que ele ia inventar? Que desculpa teria para lhe dar? Nada justificava.

 

Quando ambos se encontraram, ouviu-se um pedido de desculpas. Ela explodiu. Desculpa? Nem penses! Que tenhas uma boa desculpa! Explica-te. 

 

Ele disse que tinha ido tratar de um assunto importante.  Ela com raiva na voz perguntou-lhe que assunto era, que não ia acreditar facilmente nele. 

 

Num gesto simples levantou a mão, onde pendurava o anel dela. O anel que ela tanto queria, que esperava fazia semanas.  De repente, a raiva desapareceu e o sorriso nasceu. Ela deixou de querer uma explicação para tudo. Ele chamou-a de tonta. 

 

Justificou.

 

 

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