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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

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Leis Emocionais

Engraçado como cresci e as coisas deixaram de atingir-me como antes. É engraçado porque achava profundamente que eu era escrita daquela forma. Uma forma frágil e sempre pronta a cair para sentir a dor. Gostava da dor, do choro, do drama. Até perceber a força que tinha. Até sentir que sou mais do que aquilo que tinha nas linhas da minha personalidade. Foi assim que aprendi, cresci empenhada em ser as palavras que edificava. Tornava-me, aos poucos, naquilo que escrevia. Supostamente sentia que seria assim para sempre. Agora que criei alicerces, agora que faço o correcto e não fujo das leias emocionais, ninguém tem o direito de atirar-me ao chão, empurrar-me. Não empurres quem não queres ver no chão. Longe do terror do escuro em que ficava todos os dias, descobri a minha verdadeira prosa. Uma prosa sem pensamentos longos, com curtas, com algumas legendas mas sem tons melancólicos. Sem dó. O hoje não é mais ontem, o meu hoje é o meu hoje. Com linhas tortas, com tendência a correcções diárias feitas pela minha própria mão. Esborrato a tinta e tenho coragem suficiente, que falta a muitas pessoas, para pedir desculpa e ser menos incerta. Mudei por mim, nunca pelos outros. Se antes, o medo era a palavra principal da historia, não faz mais sentido. Descobri que o medo faz o mesmo que a ausência do medo faz. O medo não existe para ninguém, foi uma coisa que inventaram para servir como desculpa. Em todos os meus esforços vi uma historia. Auto-elogios nada, estou apenas a tornar a minha pessoa mais real enquanto escrevo este momento. As palavras, estas e as outras, sou eu e é isto que quero fazer o resto da minha vida. Escrever até sentir sangue nos dedos. Se há algo que atinge o meu alvo são as palavras feitas de letras trocadas por emoções. Eu falo em função do que sinto. Não uses palavras que não vai aumentar em nada uma frase. Escrevo o que falo, as conversas que tenho comigo. As que gostava de ter. As que nunca tive mas sei que as tenho. Engraçado estar aqui a escrever de mim desta forma. A outra, o alvo do passado, ia rir-se muito.

 

Leis emocionais:

 

1 Sem mentiras.

2 Sem rastejar.

3 Sem dúvidas.

4 Com lembranças do que és, longe do que possas transformar-te. 

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