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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

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Feira de Vaidades - VFNO

Ainda não acredito que são criados post na blogoesfera com ideias para a vestimenta ideal para o FNO. Acho completamente ridículo que alguém escolha a preceito a roupa para levar a um evento desta natureza. Pior, só mesmo quem compra propositadamente. Diferente das meninas que representam alguma marca, essas sim têm de fazer valer a marca e mostrar o quanto belos são os trapos. Nunca tinha ido, ontem pus lá os pés. Onde é que alguém consegue apreciar a roupa de alguém com aquela enchente de gente sem ficar com os olhos amarrotados? Não dá. Podemos estar a desfilar sobre o mar, ser Jesus Cristo sem dar conta do milagre. Aquilo é a maior treta que já vi.

 

Vamos a exemplos. Fui a uma loja (não vou pronunciar a marca) com um porteiro/segurança com cara de parvo. Tinha mesmo cara de parvo e olhava as pessoas de cima a baixo, todas, uma a uma. Consegui ler os pensamentos do indivíduo que pensava muito alto. “Gente nhó”, era isto. Entretanto, comentei, “aquele porteiro está a olhar as pessoas de cima a baixo”. Não sei se ouviu, não mexeu um músculo do rosto. Quatro moças aproximaram-se para entrar, deixou entrar as duas primeiras e às outras duas pronunciaram um “O que desejam?”. Oi? Se calhar desejam ir ao bingo, não?! “A loja está cheia”. Oi?! A loja tinha meia dúzia de pessoas com copos de champanhe na mão. Em menos de um minuto, uma mulher saiu da loja, “agora já podem entrar”. Oi?! Agora não querem. Aliás, não quisemos. As duas moças incluíam a minha pessoa.  

 

Quando cheguei aos Armazéns do Chiado dei de caras com a maior das confusões. A Isabel Figueiras como DJ, apoiada pelos gritos da Merche Romero. A Kiko tinha uma fila imensa. A Perfumes e Companhia com raparigas na montra a dizer adeus. Na zona dos restaurantes era a loucura. Pessoal a comer no chão. Enfim. Zara? Se pensavas que ias ver a nova colecção da Zara estavas enganada. Vi tantas raparigas a andar de forma estranha em cima dos seus saltos agulha. Ouvi coisas maravilhosas, ouvi coisas absurdas como “você tem o pé mais maior que o outro” uma empregada gira e botas giras.  “Hoje é o lançamento do livro daquela parva…”. Uma moça sentada nos Armazéns do Chiado a maquilhar-se lentamente, “nem daqui a 30 anos isto está bom, vou para fora, lá sou reconhecida pelo meu trabalho”. Os miúdos da Stradivarius eram a coisinha mais nhó que já vi, principalmente aquele que cantava as músicas todas.

Fiquei com uma dor nas pernas imensa e a pensar no quanto era ridícula por me ter ido lá meter. Só foi giro pela companhia e pelas gargalhadas que dei ao ver o Sánasá (?) em pleno metro.

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