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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

A Mulher Certa

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O que dizem os teus dedos? Adeus, até um dia.

Lá vou eu. Adeus, foi um gosto andar por cá, dividir a experiência da maternidade. Só falava em bebés. Mesmo. Mandei postas de bacalhau. Alfinetadas. Fui rude, eu mesma, directa (ou indirecta, como queiram, tanto faz). Lá vou eu, e já vou tarde.

O blog, lá para dia quatro passará a privado (para dar tempo). Quieto e sossegado. Ver de fora é mais giro. Falar para mim também. Sempre posso dizer o que me apetece. Sempre posso dizer que acho parvo certas coisas. Mas dizia na mesma, não dizia? Uau, o mundo tem pessoas diferentes. Adoro. Adoro pessoas separadas do rebanho. Mas não estou a falar naquelas que passam a vida a dizer que são ranhosas, pouco chiques, muito pés-na-terra, sem isto e aquilo. Gosto da diferença, não gosto daqueles que falam alto para mostrarem que são diferentes. Sempre a repetir. Uso chinelos em vez de saltos altos, não sei usar lenços, não faço nada, limito-me a trabalhar. Sem paciência. Também não tenho paciência para comentadores Rebelos de Sousa em modo mau. Por essas e por outras que não comento, sei estar.

Cá ficam os meus desejos para 2015. Um abracinho, choca-punho para os que não gostando de mim, dos meus erros, andam cá todos os dias. Um beijo forte, gordo, para as pessoas que começaram com “muitos gostos” nos meus textos, mas quando deixei de pensar como elas, deixaram de colocar. Ámen. Fiz-me mulher. Lá vou, sem concordar com mil coisas. No entanto, reparem, tanto me faz o que os outros fazem. Nem dou por elas. Durmo na mesma, só digo coisas desnecessárias (já dizia alguém, e bem dito). Toda eu sou desnecessária. Mas acreditem, que quando me olho ao espelho não é isso que vejo. Mas isso sou eu, gosto muito de mim. Já quando olho para terceiros, mudo a perspectiva. Assim, como fazem comigo.

Concluindo 2014, foi muito bom. Nem sequer vou falar em atitudes parvas dos outros para comigo, porque estou de bem com isso. Fiz as pazes sem saberem. Cortei. Não espero mais. Nem dou mais. Ficamos assim. Sei de quem estive ao lado, sei quando fui colocada de lado por não servir. Sei quem são os verdadeiros, quem quero manter em 2015. Também sei que a vida dá voltas. E que me tornei num ser desconfiado. Sempre de pés atrás. Na verdade, deixei de esforçar-me pelos outros. Os outros, os que não se esforçaram. Cansei-me. É, uma pedra no assunto.

Desejo menos redes sociais, mais cara na cara. Menos fogo-de-vista, mais genuidade. Menos mesquinhez com coisas que não interessam nem ao menino Jesus. Menos insultos nas redes sociais, mais compreensão. Menos ódio, mais amor. Menos desprezo, menos horas sem responder àquela mensagem que por acaso leste mas fingiste que não. Menos dúvidas, mais coragem para questionar. Mais segredos guardados, bem guardados para existir confiança. Mais amor, menos brigas. Mais liberdade, menos egoísmo. Menos pedidos de ajuda, mais altruísmo. Para não ser sempre o mesmo.

Vou começar o ano 2015 com tudo arrumado, excepto a roupa por passar a ferro. Talvez volte, talvez não volte. Entretanto, vou sentar-me noutro lugar.

Para os que gostavam mesmo disto, sem qualquer tipo de interesse, lembrem-se: são as mais inteligentes.

Bijou bijou.

Melhor de 2014

Melhor livro. Ou melhor, livro que mais me marcou. “O Pintassilgo” de Donna Tartt. Alguém que reedite os outros livros dela, se faz favor. Ana Karennina de Tolstoi também foi um livro de peso, recomendo imenso.

Melhor filme. Preciso de falar de três. “Nebraska” foi um filme que me marcou imenso. Doeu no peito, na alma desde o começo. Aquele final é angustiante. “Depois do Casamento” é fascinante. Uma descoberta a cada minuto de filme. Maravilhoso. Outro filme que adorei ver este ano foi “Café de Flore”. Que filme! Ainda hoje, quando estou a conduzir, e olho pelo vidro retrovisor me lembro do filme. E arrepio-me. Melhor música. Em português, D.A.M.A. com o CD Uma Questão de Principio. Mais recentemente, António Zambujo. Em inglês, Sia , Taylor Swift, Pharrell e o seu “Happy”. Sinceramente, não ouvi muita música no período de Fevereiro a Agosto.

Melhor Canal Youtube. Português, o canal Little House Books. Ela é criativa, simpática e dinâmica. Estrangeiro, o canal Pais nas Entrelinhas. Vi os vídeos todos. Adoro as sugestões e a forma doce da Tatiane Dantas.

Melhor Grupo no Facebook. Bimby Sem Limites. Admito que passo lá muito tempo, a ver as receitas, a ler os comentários, a comer pipocas enquanto leio as discussões.

Melhor Instagram. Não vou contar. Melhor Aplicação para o telemóvel. Instasize. Todos os dias dou uso.

Melhor viagem. Até ao hospital de Santa Maria. O marido não se enganou no caminho! Yeah!

Melhor concerto. Concerto? O que é isso?

Melhor receita. Lombo de Porco com molho de natas. Na Bimby.

Melhor peça de roupa. Uma camisa branca da Zara.

Melhor compra. iPhone. Deus no céu, Apple na terra.

Melhor iniciativa. A Prove em Alenquer. Um cabaz com produtos dos agricultores do concelho.

Melhor blogue. Não é o melhor, mas é o meu preferido: www.blabla.blogs.sapo.pt. Blogue sobre livros: https://rodadoslivros.wordpress.com/. Blogue em Alenquer: www.starbucksplease.com.

Melhor Twitter. /ClaudiaOSimoes. Não conheço, não sei quem é.

Melhor dia de 2014. 20 de Fevereiro de 2014 , 17 de Dezembro de 2014 e 28 de Novembro de 2014.

Não gosto de comentar os blogues dos outros

Sou péssima em muita coisa, sobretudo na arte de blogar. Não gosto de fazer comentários. Pronto. Perco muito com isso. Quem não comenta, recebe poucos comentários. Ou é uma super star, ou anda cá para o dá cá, toma lá. Se é que me faço entender.

Quem diz nos blogues, diz nas outras redes sociais. Na Youtube, adoro comentar. Acho importante motivar quem liga uma câmara, edita e publica um vídeo. Não é fácil. Eu sei! E olhem que não edito muito os meus vídeos porque sou um ovo podre. Qualquer comentário, por mais pequeno que seja, é bem-vindo no Youtube. Saudades de ver vídeos, pá. Quando é que vou meter tudo em dia? Nos blogues, é mais aquela brincadeira de crianças. Um rebuçado em troca de um chupa. E no Facebook, cada vez mais é assim. Eu não ligo a esse jogos. Comento quando acho que devo, sem esperar retorno. A blogoesfera já me deu muito ao longo destes anos.

Só quem dá, recebe. Como a vida, entendem? Mas eu, ao contrário do que possam pensar, na vida dou. E por acaso, tenho tido a sorte de receber. E quando não recebo, faço questão de dar mais um bocadinho. Mas quando não sobra mais nada, nada.

O Insta desvendou segredos e apagou vários seguidores

Com as novas regras do Instagram, várias contas ficaram sem alguns seguidores. Eu perdi cerca de cem. Aliás, as famosas bloggers chegaram a perder mais de 10 mil seguidores. Isto porque pelo que parece, compram pacotes de seguidores. Não sabia que isso existia. Numa notícia online, li comentários do tipo: mas o que interessa ter seguidores spam? Hello, muito!

Eu explico: abrir o perfil de alguém com mais de mil seguidores não é a mesma coisa que abrir o perfil de alguém com cem seguidores. Para uma blogger, muito menos. É importante, para as bloggers serem seguidas, terem mais seguidores que a sua “rival blogger” e quantos mais seguidores tiverem, mais seguidores vão ter. Marketing. Aparecem nas listas das mais seguidas, por aí…

Parece que uma blogger bastante conhecida no Brasil perdeu cerca de 10 mil seguidores. Pelos vistos, ela comprava pacotes de seguidores. É assim. Uns conseguem à custa de muito trabalho, outras querem tudo de uma só vez.

O dia 17 de dezembro é especial para sempre

Ontem, foi a comédia. Acertei em cheio no dia para ir lá a casa. Ela estava cheia de contracções, em trabalho de parto. Mas quis deixar a loiça lavada antes de partir para o hospital. Eu cheia de nervoso miudinho. O Gu fazia a festa e nem sabia bem os motivos. Estava tudo em alvoroço, mas a fingir calma. Antes de irmos para o elevador, o Gu desatou a vomitar. Fiquei que nem um pintainho debaixo de chuva, a colcha que não pode ir à máquina também, o chão foi só passar a esfregona. Troca de roupa, roupa emprestada. O elevador sem luz. Tira o miúdo do carrinho. Despacha isto. Vai andando. No carro, o carrinho não fechava. A mulher com contracções vai de fechar o carro à força. Uma comédia. Isto contado nem tem piada. Mas ver a malta a chorar a rir, a minha pessoa toda vomitada e a minha irmã em posição de “ele vai nascer agora” só me faz rir. Com certeza, nunca mais vou esquecer o dia em que o meu sobrinho nasceu. Estou que nem posso de felicidade.

Passam pela cabeça de algumas pessoas

O Zé, “vais fechar o blogue para quê? Queres que andem atrás de ti a pedir para não fechar?”.

Se o homem pensou nisto, imagino as más-línguas. Sim, senhores. Quero que rastejem atrás de mim com baba e sangue. Quero que digam que querem continuar a ler o meu blog religiosamente porque sem mim não são nada. Sem os meus conselhos não são ninguém. Sem os meus textos não têm assunto nesta vida. Nem inspiração para os vossos blogues. Nem sabem com quem embirrar. Digo mais, confesso até, sem os vossos olhos não sou gente. Transformo-me num lobo. Sou tão engraçada.

Cenas aleatórias da maternidade

Se eu pudesse ele não ia para o berçário, mas se calhar até ia na mesma. O berçário fez bem ao meu filho. Tenho a sensação que ele mudou bastante em certos aspectos. Tornou-se um bocadinho independente, aprendeu a brincar, sobretudo a brincar com outras crianças, já brincou com tintas, tirou fotografias, ouve música, lida com várias pessoas, etc…A única desvantagem são as doenças, mas faz parte.

Na festa, este fim-de-semana, assim que ouviu música meteu-se a dançar, a bater palminhas. Brincou com outros meninos. Não faz diferença, não estranha ninguém. Não parou um minuto. Eu fiquei com dores! Só quando chegou a hora do sono é que acalmou. Anda muito aflito dos dentes. Hoje, às seis da manhã, foram fraldas atrás de fraldas. Não há um único dia que consiga dormir até às sete. Sete, senhores. Acho que é o que mais me custa. Saudades de dormir.

Tenho a sensação que caso tivesse oportunidade de voltar aos seus primeiros meses de vida as coisas seriam mais calmas. Faria algumas coisas de forma diferente. Sinto-me mais segura no papel de mãe, menos ansiosa. Em suma, mais descontraída. Parece que as cólicas foram tão lá atrás, a minha memória não guardou nada desse tempo. Ainda bem que escrevi sobre o assunto, não vá dar-me a travadinha e eu queira dar uma mana, aqui e agora, ao Gu.

Não gosto das batalhas entre mães. O meu faz aquilo, o meu faz isto. O meu é assim, tanto me faz se não faz o que os outros fazem. Quando conto o que o Gu faz, faço sem qualquer intenção de elevar o meu filho. Ou o oposto, óbvio.

Puxo muito por ele. Faço questão de mostrar-lhe o mundo, ensinar, contar histórias, dar-lhe um livro para a mãe, ouvir António Zambujo agarradinhos, mostrar os animais, as cores. Estimular os seus sentidos. A nossa relação. Há dias que não fazemos nada. Porque os dias são todos diferentes. Mesmo com a rotina, o meu filho não tem um dia/noite/manhã igual.

Ontem, quando o vi a dormir quietinho, deu-me um aperto no coração. Recordei o dia do parto, lágrima ao canto do olho. Jamais vou esquecer a emoção de ver o meu menino. O meu tesouro. Foi o dia mais importante da minha vida. Chamei o pai dele e estivemos os dois a babar para cima dele enquanto ele dormia descansado no país dos sonhos. “Temos muita sorte!”.

Estou feliz pelo menino feliz que ele é. Sei-o feliz, é o que importa.

Muito melhor

Desde que ando a toma Vitaterra as coisas mudaram. Vitaterra são uns comprimidos com multivitaminas e minerais. Sem efeitos secundários. Já me tinham falado neles, mas evito tomar comprimidos de qualquer espécie. Até ao dia em que quase desmaiei de cansaço. Tudo turvo. Já não aguentava mais de dores de cabeça. Na farmácia deram estes comprimidos. Ando a tomar há três semanas, e nota realmente diferenças. Tanto a nível físico, como emocional. Tem ajudado. Já não passo os meus dias sem este comprimido.

Ódio em tempos modernos

Ódio, do verbo julgar. Uma miúda está a ser humilhada, criticada, gozada nas redes sociais porque dormiu com um homem na televisão. Esse homem já tinha dormido com outra que supostamente já tinha dormido com outra. Um homem que nunca escondeu quem é. Quando digo que os homens não mudam aos vinte e tal anos, ninguém acredita. Não mudam. Lá para os trinta, vá. Quem conseguia acreditar num homem cheio de quadrados, rectângulos, mentiras e traições? Mulheres cegas. Porque quando estão apaixonadas as mulheres são cegas. Só depois de baterem com a cabeça umas cinquenta vezes é que percebem a *cabrice* dos homens. Às vezes, nem assim. Então, diria, a moça está a ser humilhada e gozada por outras mulheres. Normal. Só as mulheres gozam e dizem mal de outras mulheres. No geral é assim. Sei o que digo. Tanto de um lado, como do outro. Mas olha que conheço homens assim. Se conheço... Acho engraçado (#sqn) o ódio desmedido nas redes sociais por seres humanos que ninguém conhece. Ver na televisão não é conhecer, tá? Acho engraçado atirarem pedras sem passarem primeiro em frente do espelho. O espelho da casa de banho conta, tá? A moça é acusada de sonsa, p*t*, vingativa, beca beca. Tudo. Dar opinião significa distribuir ódio e fazer disso uma festa, tá? Quem somos nós para mandar pedras sobre a cabeça dos outros? Somos melhores. Muito melhores. Pelo menos não fazemos figuras na tv. Nem os nossos pais. Fazemos igual ou pior sem uma câmara apontada nos queixos. Às vezes, fazemos coisas tão más que nem temos noção de quantas pessoas estamos a magoar. Às vezes, somos tão sonsos que nem coragem temos para admitir seja o que for. Às vezes, falamos tão mal nas costas dos outros que esquecemos que tudo se sabe, mesmo sem câmaras. O programa desce de nível, mas fora dele o nível também não está melhor. Mas, vá, vamos parar de odiar. Odiar é um verbo tão feio que devia ser banido do dicionário. Atirar pedras (em público) é crime. As redes sociais são a praça pública dos tempos modernos? Medo. É Natal.

Atendimento em Portugal

Adoro ser bem atendida, mas não gosto de empregadas exageradamente fofinhas. Não gosto que me tratem por “querida” de cinco em cinco segundos. Não gosto de “querida” proferido por pessoas que não conheço. Ou conheço pouco. Adoro um bom atendimento, mas prefiro de longe, alguém despachado a alguém arrastado na delicadeza. Sobretudo, se for de manhã. Ou se eu estiver cheia de pressa. Dá para ver quando estou cheia de pressa. Eu bato o pé ou olho para o relógio de cinco em cinco segundos. Chego mesmo a dizer “tenho pressa, desculpe”. Um pedido de desculpas fica sempre bem. Passamos a vida a pedir desculpas sem motivo. Só porque sim. Ainda dizem que o povo português é mal-educado. Estamos sempre a pedir desculpa e a bater palmas. Povo mal educado *u tanas*. Pronto, às vezes. Só para dizer que nesta altura do ano precisamos de empregados/colaborados/gerentes/seja lá o que for despachados e práticos. De preferência com um sorriso. Sem “querida”. Bom Natal!

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