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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

A Mulher Certa

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Grávidas e o emprego

Existem actualmente empresas que obrigam mulheres a assinar uma declaraçao em que se comprometem em nao engravidar durante um prazo de cinco anos.

 

Não me surpreende. As mulheres tem medo de engravidar nos dias que correm. Devido à elevada taxa de desemprego e poucas vagas no mercado de trabalho, engravidar pode ser um problema para algumas. Os empresários preferem não arriscar. Uma mulher grávida é uma grande chatice. Uma pessoa fora do local de trabalho durante quatro ou cinco meses aumenta o trabalho para alguns, estraga o plano de férias para outros, obriga à contratação de alguém temporariamente. Anunciar uma gravidez ao patrão nem sempre é fácil. Eu não tive esse problema, pelo contrário. Mas há quem tenha. Custa-me ver situações destas. Custa-me ver que algumas mulheres adiam os seus sonhos com medo de perder o sustento, a independência.

 

Muitas mulheres são mandadas embora. A lei diz que as protege. Não é bem assim. Alguns patrões enganam as leis. Alguns fazem chantagem emocional, pressão. No mundo do trabalho o que conta é o dinheiro, não são os valores. Infelizmente ainda é assim. Devíamos protestar, faz ouvir as mulheres, para situações destas não continuarem. Casos destes não deviam ser abafados pelo medo. 

 

Com a entrada do Gustavo no infantário é inevitável que ele fique doente. É inevitável que precise de faltar para cuidar dele. Ninguém falta pelo prazer de ficar em casa. As mães têm necessidade de falta para tratar das suas crias. O mundo não é perfeito, a vida não é cor de rosa. Algumas pessoas não entendem (colegas de trabalho, por exemplo). Normalmente essas pessoas são mulheres que ainda não foram mães. A pressão não existe apenas da parte do patrão/chefe. A sociedade no geral acha que ser mãe é fácil. Que as mães já têm privilégios que cheguem... Nao temos. 

 

O que acontece neste mundo é uma enorme injustiça! Precisamos todas de muita força. 

Nem todos nascem com talento

 

Adorava ter jeito para trabalhos manuais. Especialmente para a costura. Adorava ter talento, fazer as minhas próprias peças. Alguns modelos para o Gustavo. Adorava, adorava, adorava. Infelizmente não nasci com jeito para nada do tipo. Sou um zero em relação a artes plásticas. Sempre fui. Por ser demasiado rápida a fazer tudo, não roço o perfeccionismo, tenho pouca paciência... E claro, falta de jeito. Mas tenho vontade de aprender. Isso conta, não é verdade? Uma pessoa pode nascer sem jeito e ganhar algum talento? Não sei. Talvez venha a descobrir um dia. Quando começar a tentar. Talvez um dia consiga sozinha mesmo sem talento. Talvez um dia o Gustavo vista uns calções feitos por mim. Ou coloque em cima da cama uma almofada costurada por mim. Acho incrível aquelas pessoas que fazem tudo à mão. Acho lindo!

Bimby | de Hoje

Uma receita portuguesa com certeza. Favas Guisadas com Entrecosto. Foi o nosso jantar esta noite para esquecer a derrota portuguesa. Fiz tudo na Bimby. Meti menos favas do que pede a receita. Meti mais entrecosto do que pede a receita. Ficou muito boa. A receita está no site Mundo de Receitas Bimby, AQUI

 

A sobremesa foi um Bolo de Iogurte com Creme de Manteiga. Receita simples, feita pela primeira vez cá em casa. Está bom mas não cresceu muito.

 

 

 

 

Em principio será a única sobremesa desta semana. Ando a evitar fazer bolos constantemente cá em casa. Podem ver a emental semanal AQUI

Desabafo | Magreza

Fala-se muitos em dietas, em operações biquíni. Ninguém fala na dificuldade em engordar. Nem todas as magras são felizes com o seu corpo. Más línguas podem achar que as magras falam sem saber o que dizem. Não é bem assim. Pessoalmente acho que magreza excessiva não é bonito. Não é saudável. Não me sinto feliz com o corpo quando estou muito magra. 

 

Quando era mais nova sofri na escola por ser magra. Calada. Era anti-social, sentia-me de parte. Tinha várias alcunhas do qual não me gabo, se possível escondo do mundo. Tinha vergonha da minha magreza excessiva. Tinha vergonha de usar saias, vestidos por causa das minhas pernas de palito. Disto ninguém sabia. Acho que nunca o confessei a ninguém. Estou a dizer agora porque preciso de partilhar, já passou, talvez haja alguém com o mesmo problema que eu. Quem sabe. 

 

A escola tem muitas meninas. Meninas bonitas, com um corpo invejável, as melhores da escola. As meninas podem ser muitos mazinhas umas para as outras. Os rapazes também. As melhores na altura são as mais gordas de hoje. Talvez o desleixe. Não sei. Conto pelos dedos as meninas que continuam com o mesmo corpo (ou parecido). Eu cresci, o meu corpo desenvolveu-se, continuo magra. Umas vezes mais, outras menos. 

 

Andei uns tempos com o peso abaixo do que devia devido a uma crise emocional. Namoros errados dão cabo do corpo. Uns engordam, outros emagrecem. Costumam dizer que a tristeza emagrece, a felicidade engorda. No geral é assim. Comigo é assim. Quando atingi um peso ridículo senti vergonha das minhas escolhas.

 

Não comia nada, fumava imenso, bebia, saía imenso. Só comia quando estava mesmo com muita fome. O corpo cedeu, fiquei muito magra. Um dia parei com isso e decidi que queria ser feliz e sentir-me bem com o meu corpo. Já não queria ser a magrinha, não queria ouvir mais "estás tão magraaaaaaaaaaa" (com aquele tom de "pareces doenteeeeeeee"). Todos os dias ouvia esta frase. Tinha vontade de chorar. Custa ouvir "estás tão magra". Ninguém pensa nisso mas é verdade. Ser magra também pode ser um problema para o auto-estima de alguém. Para mim  é. Tenho complexos com isso.

 

Quando comecei a pensar em mim o meu peso regressou, fiquei com o peso ideal. Comia bem, várias vezes por dia. Cheguei a fazer corrida, ginásio, caminhadas. O tabaco começou a ficar de lado e o álcool diminuiu. O amor verdadeiro ajudou imenso, confesso. Estava super contente com o espelho. Mesmo com um pneuzinho na barriga. Não me importava. Deixei de ouvir a famosa frase. Meia dúzia de quilos em mim nota-se imenso a diferença. 

 

Engravidei, engordei com a gravidez dez quilos. Quando o Gustavo nasceu perdi logo metade, a outra metade demorou pouco tempo. O problema é que continuei a perder peso. Perdi tudo o que tinha recuperado na altura que estava bem de peso. Ao contrário do que pensam não é fácil engordar, não é fácil ser magra. A roupa não assenta, parece que falta rabo, pernas. Está tudo largo na cintura. Parece que só tenho mamas. Não gosto. Quero voltar ao meu peso ideal. Com a amamentação não é fácil. Com a falta de descanso também não. O apetite regressou no último mês (só para terem uma ideia) mas nem sempre consigo comer. Não consigo ter horários. No máximo sei que almoço da uma às duas porque tenho a sorte do marido vir a casa à hora de almoço. Tem sido uma luta a recuperação destes quilinhos que para mim são essenciais para o meu bem estar. Para o meu auto-estima. 

 

Tenho usado imenso as saias compridas para esconder a magreza. Tenho usado calçado raso para esconder a magreza. Mas não quero continuar a esconder-me. Quero ser livre, quero olhar-me ao espelho e gostar do que vejo. Hoje quando subi para a balança e vi um quilo a mais fiquei muito contente. Juro. Estou esperançosa. Faltam menos de meia dúzia. Pouco, muito pouco. 

 

Quero encontrar o equilibrio. Nem oito, nem oitenta. Preciso. Para isso preciso de boas energias, bons conselhos. Nao preciso de ter pessoas à minha volta sempre a relembrar-me no quanto preciso de engordar. Nem todos conseguem ter o corpo que desejam. Lembrem-se disso. 

Ninguém pára o Gu, ninguém pára o Gu

Não posso deixar o Gustavo sozinho. Hoje deixei-o no meio da cama, fui à casa da banho fazer um xixi, quando regressei ele estava na ponta da cama. Dá aos pés, enrola-se todo, não pára quieto. É preciso muito cuidado. Numa noite destas quando abri os olhos para dar de mamar ele estava atravessado na sua própria cama. Tive de meter a protecção, não vá ele meter um braço na grade. Não sei como é que um bebé tão pequeno consegue esta proeza. Na espreguiçadeira dá pulos com rabo, se não tivesse o cinto ia parar ao chão. Super energético. É o principio de muita coisa, sobretudo de percorrer a casa. Não tarda nada é o que está acontecer. Até lá, preciso de ter mil olhos e nunca o deixar sozinho. Acho que vou começar a levá-lo comigo para a casa da banho. Agora entendo aquelas mães que o fazem. 

 

Os bebés deviam vir com uma ama. Era tudo tão mais fácil. 

Lançamento | As minhas gémeas

Ana Marques esteve à beira da morte. Antes de ser mãe das suas gémeas, Ana Marques esteve internada na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, em risco de vida. Diagnosticada com pré-eclâmpsia, uma doença que pôs em risco a vida da mãe e a vida das suas duas gémeas, a apresentadora da SIC teve de ficar internada durante mais de um mês até que os médicos lhe dessem autorização para regressar sã e salva a casa.
Sempre discreta no que diz respeito à vida privada, Ana Marques nunca revelou mais pormenores sobre este episódio da sua gravidez. A história é agora contada, pela primeira vez com todos os detalhes, no livro «As Minhas Gémeas», que chega às livrarias a 24 de Junho.
Com um humor delicioso e impiedoso, mas sem medo de reviver aquelas horas aterradoras em que os médicos lhe disseram, efectivamente, o que estava em risco, Ana Marques consegue levar o leitor às lágrimas com o relato emocionado do nascimento de Francisca e Laura. E das lágrimas ao riso, com Ana Marques é só um passo. Um grande livro.
“Meu amor, se tiverem de escolher entre a minha vida e a das nossas filhas… deixa-me partir!”. Um apelo sentido num livro que fica completo com prefácio de Lisa Ferreira Vicente, a ginecologista-obstetra que acompanhou a autora em todo o processo.
A sessão de lançamento decorre na terça-feira, 24 de Junho, às 18h30, no El Corte Inglés, em Lisboa. Com apresentação de José Diogo Quintela

As Minhas Gémeas: Crónica de Uma Gravidez Inesquecível

Ana Marques

150x230

208 páginas

14,99 €

Nas livrarias a 18 de Junho

Guerra e Paz|Clube do Livro SIC

 

Lançamento | Que Escola?

A partir de amanhã, dia 14 de junho, o livro «QUE ESCOLA? – Que educação? Para que cidadania? Em que escola?», da autoria de Maria Eduarda Vaz Moniz dos Santos.

 

Em breve à venda em todo o país.

 

Uma mãe e o jogo da selecção

O Mundial já começou há algum tempo. Ainda não vi nenhum jogo. Tenho visto um bocadinho aqui e acolá. A minha vida é outra. Antes vibrava com os jogos. Vibrava com a selecção. Lembro-me de chorar em 2004. De pedir à minha patroa na altura para me deixar ir ver o jogo ao café, "vá lá, é só um bocadinho". O jogo mais importante e eu no emprego. A raiva que senti por não poder dividir a tristeza com alguém. Lembro-me de o país parar. Zero pessoas na estrada. Agora não sei se as pessoas levam isto com o mesmo fanatismo. Não vejo bandeiras nas janelas, não vejo ninguém com a camisola da selecção. Vejo os jornalistas a seguir todas as pisadas da selecção, é muito irritante. É certo que os meus interesses neste momento são bebés, fraldas. Entre outras coisas, claro. Sou mãe, não sou parva. O que mais vejo na rua são mães e filhotes. Grávidas. Carrinhos de bebés. Naturalmente.

 

Hoje quero ver o jogo, se o Gustavo deixar. Hoje quero sentir aquela típica emoção futebolística e vibrar com os golos dos portugueses. Espero sinceramente que a vitória seja nossa. Alguma coisa que corra bem neste país. 

 

Força Portugal!

Ementa Semanal 16 a 22 de Junho

Segunda - Bolo de Iogurte com creme de manteiga / Favas com entrecosto

 

Terça - Penne de atum / Salshichas enroladas com couve lombarda

 

Quarta - Strogonoff / Ervilhas com ovos escalfados

 

Quinta - Franco Fricassé à Casa / Almondegas com legumes estufados

 

Sexta - Chocos à Algarvia / Margarita de Vodka

 

Sábado - Cozido / Grelhados

 

Domingo - Salada Russa 

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