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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

A Mulher Certa

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Amar não basta

Este mês, duas pessoas muito importantes para mim fizeram anos. Posso dizer com toda a certeza, são as pessoas que mais me completam, mais alegrias me dão e com quem posso contar incondicionalmente. Por norma, escrevo sobre o aniversariante no próprio dia. Este ano não senti necessidade. Hoje estou a fazê-lo. Eu deixei de ser o que fui. Prefiro guardar os melhores sentimentos para mim, sendo quase impossível transformá-los em palavras escritas. Talvez tenham sido transformados em abraços. Olhos nos olhos. Não gosto de declarações públicas, assim como não gosto de beijos em público. Por vezes, esqueço-me, deixo uma foto mais privada escapar no auge da minha felicidade. Quando o faço, mais tarde, no sossego do travesseiro penso nisto da felicidade partilhada com desconhecidos, com possíveis conhecidos. Não há explicação. Não há motivação aparente, excepto que as pessoas se sintam queridas. Ainda mais queridas por expormos o nosso amor por elas. Como nos muros grafitados. Como as canções. Como as estátuas nos jardins. Elas sabem, dizem. Todos sabemos. Conhecimento não passa disso mesmo, conhecimento. Não afaga o coração, não aumenta o sossego no peito. É preciso dizer, preciso dizer-lhes. E digo, sempre que possível o meu amor está palavras. Em gestos. Quero que saibam que os amo, que estou aqui a amá-los. Mesmo quando não tenho amor nenhum para dar. Amo-os nos meus dias cinzentos. Sem complexos, sem filtros. Lembrei-me de anotar neste diário público um bocadinho deste meu amor.

Amar alguém não basta, é preciso amar.

"Anna e o Beijo Francês" - Impressões às primeiras cem páginas

Com este tempo só tenho vontade de ler livros leves. Nada muito complexo ou chato. Por causa do Clube de Leitura onde vou participar no próximo mês de Julho, comprei o último livro do Agualusa. Aproveitei e trouxe comigo o livro “Anna e o Beijo Francês” da autora Stephanie Perkins.

 

Tantos livros e compraste este? Exacto, eu explico. Cada vez que passava por este livro a capa gritava “leva-me contigo!”. Nunca percebi muito bem o real motivo mas era atraída constantemente para este livro. Assim foi. Não comecei logo a lê-lo porque precisava de arrumar as compras, mas assim que consegui um tempo livre agarrei-me ao livro. E o livro agarrou-me. Sem explicação.

 

Não é um livro brilhante, mas tem brilho. Não é um livro fantástico mas fascinou-me. Não é uma obra-prima, nem sequer anda lá perto. Gosto da escrita da autora. A premissa também não é nada de extraordinário. Passa-se em França, mais propriamente Paris, a Anna é enviada para um colégio francês pelo pai escritor e famoso. Um recomeço complicado nos primeiros dias, mas logo faz amizades. Ela conhece St. Clair, um rapaz popular, incrível e lindo. Ao contrário das opiniões que vi no Youtube, ele não é perfeito. Spoiler: Um rapaz perfeito não vomita nas nossas pernas, certo?! E a Anna não se apaixona perdidamente por ele. Aliás, ao longo das primeiras 100 páginas tem dúvidas em relação ao que sente.

 

A autora “vende” muito bem a cidade ao leitor. Uma cidade com muitos cinemas à disposição. Para os admiradores de cinema como eu, vão ficar com inveja da Anna. Ela vai ao cinema várias vezes por semana. Talvez os bilhetes sejam baratos. Ela reclama que tem uma mesada baixa, e que o pai acha que ela deve viver com aquilo que tem. Um pouco contraditório.

 

A relação de Anna e St. Clair é fofa. Mas não passa disso. Pelo menos até onde li. Metade do livro. Já percebi que vai dar em beijinhos, mas está a demorar mais do que é normal. O drama também faz parte da história. Claro. Está bem estruturado, os personagens estão bem construídos, a escrita é simples e divertida.

 

Coisas boas à parte, o desenvolvimento do enredo é lento. Em mais de cento e quarenta páginas pouco aconteceu. Anna e os seus dramas num país estrangeiro. Anna e a sua paixonete por St. Clair. Está na cara que ele também gosta dela. E aposto que é por causa da indiferença dela. Outra coisa, o St. Clair diz à Anna que o cabelo dela é bonito e maravilhoso. Em que mundo é que um rapaz popular e simpático repara no cabelo de uma miúda? Pode reparar mas não consigo imaginar um rapaz elogiar o cabelo de uma rapariga. Conheço os rapazes errados? Achei forçado. Os olhos, o sorriso, o rosto. Cabelo, não! Existe uma fascinação da autora por cabelos, nota-se.

 

Consigo prever que os personagens se vão apaixonar mas não podem ficar juntos. Consigo prever que haverá uma tragédia. Talvez esteja errada. A ver vamos.

Famosos sem privacidade porque querem

Lembro-me de ver alguns famosos a gritar aos sete ventos que adoram privacidade. Adoram privacidade como eu gosto de nabos cozidos. Depois da chegada do Facebook, os famosos dizem querer estar mais próximos do público. Vai daí e criam contas para colocar tudo e um prego. Ou o Instagram. Eles não têm medo de ser assaltados? De levar um estalo de um fã mais perigoso? De serem perseguidos como a Iryna do Cristiano? É só alguém querer. Aliás, ajudam imenso os jornalistas. Certo? As fontes passam a ser os próprios famosos que informam onde estão de férias, onde passam as noites, com quem andam, o que fazem aqui e acolá. Eu não tenho nada contra mas acho feio ler algumas entrevistas onde eles reclamam pela falta de paz e sossego. Os desabafos acerca do quanto gostam de privacidade não colam.


A minha famosa preferida é a Rita Pereira. Adoro. Ela sabe interagir com o público. A Cristina Ferreira tanto quis esconder a sua vida que acabou por mostrar. Está na Grécia. ‘Bora lá, pedir um autógrafo? A Ana Rita também é uma viciada em redes sociais, assim como a Sofia Ribeiro. A Jéssica e o Manzarra também são assíduos. Depois existem as novatas, que pedem ajuda a amigas para a divulgação da sua página no Facebook. Entre outros, não saía daqui. A Paula Neves, por exemplo, hoje acordou com beijinhos dos seus cães. 

Marta casou em segredo

Marta casou em segredo na varanda de sua casa. Ela não tem quintal, nem vizinhos. Nunca pensei que Marta iria casar e ter um segundo filho. Ter mais filhos não duvidava, casar sim. A Marta sempre foi namoradeira, não aguentava mais de dois meses com um homem. Nem com uma mulher. Andava de ninho em ninho. Quando fiquei a saber do casamento da Marta, fiquei estupefacta. Os milagres acontecem. Desejo a maior sorte para o marido da Marta. Quero ver o que os humoristas vão fazer às suas vidas. Calou.

Este texto é só para quem gosta de ir às compras

Ontem fui às compras. Todos os meses o mesmo ritual. Desta vez, com o objectivo de redecorar o meu quarto. Umas peças, coisa pouca. Por vezes, algumas peças fazem a diferença. Estava a precisar de passar o quarto para modo Primavera/Verão. Comprei uma colcha com várias cores suaves, dois quadros, um cortinado mais leve (que ainda não consegui colocar porque o varão é demasiado grosso, tenho de comprar outro), duas almofadas (adoro a almofada com um cão). Fico com um ambiente bem mais leve. Não dá vontade de sair do quarto. Vi no Gato Preto uma cadeira baloiço pelo qual me apaixonei, adorava ter uma. Enquanto passeava na Primark, devagar para encontrar peças jeitosas a bons preços, enchendo o saco horrível que eles têm (mais parece uma rede para pescadores) fui experimentar umas sandálias entusiasmada. Quando me lembrei, já na zona dos chinelos, da minha MALA! ONDE ESTAVA A MINHA MALA!? O DRAMA, O HORROR. Uma vida, dois telemóveis, óculos, dinheiro, cartões. O desespero, gotas de suor a aparecerem na testa, o frio na barriga. Encontrei a minha mala no chã, ao lado de uma senhora. A minha sorte é que aquela loja é uma confusão e ninguém percebeu que aquela mala não estava à venda, e se estivesse ninguém a queria comprar porque é feia ( OBRIGADAAAAAAAAA). O que seria de mim? Uma sugestão, a Primark devia ter carrinhos com rodas para pessoas como eu, não gosto de andar a arrastar sacos pelos corredores fora. Também comprei um kit da Benefit na Sephora. O melhor do melhor foi a compra dos meus botins malucos. Cheguei a casa super tarde, ainda estive a experimentar as peças todas e a mudar o quarto. Hoje estou fresca e fofa.

É por ali

Sou a pior pessoa para alguém pedir informações. O povo faz questão de parar o carro ao meu lado e questionar. Tenho ar de gente credível e esclarecedora. Isso, ou ando muito a pé. Uma vez perguntaram-me onde era as finanças. Mandei o homem para o tribunal. Hoje perguntaram-me por uma empresa e só consegui dizer “é em frente, não tem nada que enganar”. Vago, super vago.  E totalmente enganosa a minha resposta. Respondo como se as pessoas soubessem o que eu sei. Respondo como se as pessoas fossem ceguetas. Não sei. Demoro muito tempo a situar-me Digo pouca coisa. Quando desaparecem, fico com um sentimento de culpa. Por isso fica aqui o meu pedido de desculpas público a todas as pessoas que me pediram uma informação e nunca chegaram ao destino.

Fazer por fazer? Por favor.

No bar-discoteca onde vou dão um cartão à entrada para o barman ir anotando as bebidas pedidas. Enquanto dançava, um cartão chamou a minha atenção A minha reacção foi apanhar o cartão e perguntar ao rapaz mais próximo se era dele. Ele confirmou o desaparecimento do cartão e agradeceu o gesto. Pronto, ok. Fui à minha vida. Mas não foi assim tão simples. As pessoas que estavam comigo começaram logo a dizer que eu não devia ter devolvido, devia ter ficado com ele, aproveitado a situação para beber muito beca beca beca… Eu abanava a cabeça e dizia que eles não estavam certos. Não descansaram, foram falar com o rapaz e “exigiram” que ele me pagasse uma bebida. “Não quero, deixem o rapaz”. Não ouviram, levaram o rapaz ao bar e pediram uma bebida cara. Ficaram contentes, bateram palmas e acharam que tinham tido a atitude certa. Senti-me mal com esta atitude. Não gostei. O mundo está dividido entre os que simplesmente fazem algo e não exigem nada em troca e os outros. A cena não me sai da cabeça, lamento a atitude. Não é por causa desta situação em particular, é pela sociedade no geral.

"Grandes Esperanças" - Impressões às primeiras cinquenta páginas


 

 



Não tinha nada para fazer. Decidi ver o filme “Grandes Esperanças” que estreou recentemente. Comprei o livro no ano passado na feira de antiguidades e ainda não o li. O filme conquistou-me de imediato, bastaram quinze minutos para dizer “vou começar a ler o livro”. Desliguei o filme e não vi mais que os primeiros vinte minutos. Ler o primeiro, depois ver o filme. A ideia pré-concebida dos personagens ajudou na hora de imaginar tudo. Muito mais fácil. O meu livro é uma edição de bolso, com letra pequena. Não é a melhor edição, preferia outra. A linguagem não é actual, o vocabulário é rebuscado. A história parece ser muito complexa. Gosto de todos os personagens, incluindo a irmã de Pip que é uma estúpida ressabiada. Personagens muito bem construídos, verosímeis, interessantes. A leitura está a ser lenta. Ando a intercalar com a leitura do livro da Bárbara Guimarães, uma entrevista aqui, outra acolá. Tenho a sensação que este livro vai ser uma leitura cheia, interessante, maravilhosa. 

Fotos + Videos = Instagram

Vídeos no Instagram. Não acho a ideia fenomenal. Pelo contrário, estraga o conceito “insta”. Fotos são fotos, vídeos são vídeos. Para quem não sabe, existe uma plataforma igual ao Instagram somente para vídeos de dez segundos. Pouco frequentada, nem me lembro do nome. Eu tenho uma conta mas só coloquei um vídeo. Um mega salto para a piscina no ano passado. Nada de mais. Nem sequer me recordo das senhas para voltar a entrar na plataforma. Faço vídeos para youtube, já chega. Admito, adoro fazer vídeos. Coração dividido entre fotografar e filmar. Em duas partes iguais! Mas aposto que os vídeos vão fazer sucesso. As pessoas estranham, depois habituam-se. Tal e qual as botas Jeffrey, o touch do telemóvel, o batom vermelho.

Manifestações no Brasil

Estou orgulhosa do povo brasileiro. A manifestação, a coragem, a união. E conseguiram? Conseguiram. Vão conseguir. A união faz a força, é fantástico ver o povo unido por uma causa. Contra estes políticos corruptos, que mexem no dinheiro alheio como brinquedos de lojas baratas. Chega!


Sempre quis conhecer o Brasil, mais que qualquer outro país. Ideia de um país perfeito desfeita após as notícias. Sem perder a vontade, claro. O futebol não é o mais importante, apesar do mais conveniente.  Rios de dinheiro, turismo dado como certo. O futebol comanda mas não manda. Fiquei desiludida com os peditórios de alguns dos jogadores da selecção brasileira. Pintar a realidade com cor não faz do espaço mais bonito. A realidade aparece, a realidade desfaz a tinta e mostrar a podridão (caso exista). Como os casais felizes das capas de revista.


As ruas não se encheram de samba, ninguém saiu para dançar. O povo brasileiro é conhecido como um povo divertido, dado à festa e alegria. Desta vez provou que sabe quando chega a hora de pousar os batuques do tambor e levantar os braços para defender o que é seu.


Parabéns pela postura. E força.

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