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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

A Mulher Certa

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Impressões às primeiras cinquenta páginas

 

Quando terminei o livro de Dan Brown (brevemente o vídeo, não gostei) abri a biblioteca do Kobo. Sabia o que queria ler. “No Meu Peito Não Cabem Pássaros” de Nuno Camarneiro. A última vez que estive no Campo Pequeno quase o comprei. Mas os meus amigos não deixaram, “tens muitos livros”. O Miguel acabou por gastar o meu plafond.

 

O livro, por duas ou três vezes, abracei e larguei na estante. Ontem, comecei a lê-lo. Li metade do livro. Ao mesmo tempo que queria ler o livro devagar, também queria segurar todas as palavras sem fôlego com medo que fugissem. O livro é tão bem escrito. Tão belo.

 

Não é um livro fácil de ler. São três personagens. Ao longo dos capítulos vamos reconhecendo os gestos, as palavras, os pensamentos. “Conheço-os de algum lado”, pensei. E conheço, conhecemos. Tenho a sensação que quero reler este livro, à beira mar. Vou comprar o livro físico. Sem demorar. Este e o próximo.

 

Acabei de criar a lista de compras na feira do livro.  E ainda não cheguei ao fim.

Devagar

Vou entrar de férias. A ideia é ir à praia dois dias. Arrumar coisas numa tarde. Ler uns cinco livros de seguida. Ir à feira do livro dois dias. Tenho mesmo de ir, saudades imensas. Quero organizar as ideias. Preciso de organizar as ideias. Também quero ir ver "A Ressaca". Parar para pensar no caminho que segue a minha vida. Quantas vezes paro para pensar e descobrir os motivos que me levam a seguir este ou aquele trilho? Nenhuma. No outro dia, disse “se soubesse que o país estaria nestas condições teria feitos outras escolhas”. Ainda vou a tempo? Hoje em dia é complicado juntar dinheiro. Longe da casa da mãe as coisas deixam de ser o que são. E antes também eram. Não vou desistir. Nem sei se vou ter férias a sério este ano. Caso não seja possível, não vou chorar. Vou aceitar, como sempre faço. Resmungar, mas aceitar. Acho graça que há dinheiro para tudo, excepto para nada.

A fórmula de Dan Brown

Quantos escritores seguem uma fórmula? Vários.

 

Discute-se o facto de Dan Brown escrever consoante um padrão. Apresenta o trama no inicio, coloca Robert Langdon a fugir, a falar em arte, a ser perseguido, a tentar resolver o problema e um final feliz.

 

Pessoalmente, não vejo problema quando um autor descobre a sua fórmula eficaz. Vários autores usam essa técnica na hora de escrever. É a sua técnica, a escolha para contar a uma história. Vários autores escolhem um perfil e dentro desse perfil têm os seus leitores. Como uma imagem de marca. Dan Brown ficou conhecido por escrever policiais com “lições de arte”, passeios pela Itália e um toque religioso. À partida, quando um leitor escolhe um livro dele para ler, vai a contar com todos esses elementos. Seria surpreendente, agarrar num livro de Dan Brown, depois de ler “O Código da Vinci” e “Anjos e Demónios”, e ler sobre vampiros. Ficaria extremamente desanimada e com certeza não ia ler mais nada do autor. Sentia-me enganada. Confusa.

 

Como ele, muitos autores seguem uma fórmula. Chamo de fidelidade aos leitores. Exemplo de alguns que acabei de me lembrar: Luís Miguel Rocha, Margarida Rebelo Pinto, José Rodrigues dos Santos, Meg Carbot, Danielle Steel, Nicholas Sparks, Agatha Christie, Paulo Coelho, Haruki Murakami, etc… Quando, cansados da fórmula, preferem escolher outros livros é compreensível. Os leitores têm direito de parar de ler os seus escritores preferidos. Quando surge a saudades sabem que livro procurar. Talvez, sejam os chamados “livros reconfortantes”.

 

Por outro lado, gosto de escritores com o factor “surpresa”. Com a capacidade de se renovarem. Talvez seja a maior qualidade de um bom escritor. Talvez seja esse factor que defina os bons e os medianos escritores. Nesse caso, cabe ao leitor fazer a escolha e procurar. Ir à descoberta. Arriscar.

Impressões às primeiras cinquenta páginas

 

 

Um autor muito querido dos leitores depois de escrever “O menino de Cabul”. Lembro-me de ter adorado “O menino de Cabul” e assim que vi o novo romance anunciado no site da Wook, disse que tinha de ler. Estou a ler em ebook.

 

A história começa com um pai a contar uma história aos seus dois filhos, uma menina e um menino. Adorei a história, dá que pensar. É triste mas tem um final feliz. Um pai contador de histórias, comecei logo a gostar do livro. A linguagem utilizada é fiel ao autor, que saudades desta forma de escrita tão característica. No dia seguinte, a família parte de viagem para Cabul, onde vão entrar novos personagens. Ao longo da viagem, vamos conhecendo a história da mãe das duas crianças e ver o carinho que existe entre os dois irmãos.

 

Estou a gostar muito. Gosto de crianças com protagonistas, da imagem paternal forte e doce. O autor tem o dom de nos fazer apaixonar por tudo o que nos conta.

Não se preocupem, vamos ter Verão

Muito preocupado, fechou a porta do quarto, sentou-se na cama e disse-me: “Não vai haver Verão este ano, sabias?”. Sim, ouvi por aí. Li em todas as redes sociais, jornais, de boca em boca, rádio, papagaio louro de bico dourado. Eu continuava a experimentar a roupa nova em frente do espelho. Peças frescas, de Verão. Não me preocupa muito. As pessoas exageram, aposto que vamos ter dias quentes. Há pouco tempo li notícias do tipo “Cuidado com o sol, está cada vez mais forte”. Os meteorologistas gostam de chamar a atenção porque ninguém quer saber deles. Queremos o tempo à nossa maneira. Queremos sol nos dias que vamos à praia. Frio nos dias de namoro debaixo das mantas. O rosto dele mantinha-se preocupado, “Não vai haver Verão”. 

 

Vai, não se preocupem. Sou meteorologista, olho para o céu e decido.

Dia colorido

Mais um mês, mais uma ida às compras para alegrar o armário com cor e mimar o ego. E foi, foi isso mesmo. Fiquei tão mimada que pedi a um homem que passava na rua para levar-me os sacos para casa. Não faço ideia quem era, ele não acatou a ordem. Temos pena, contrato outro.

Ora, passeando pelas lojas, os meus pensamentos foram mais ou menos assim. Divagando. Berska, nunca me conquistaste. Continuas a não conquistar. Adeus, és o elo mais fraco. Pull, pouca variedade. Mais do mesmo. Zara, à primeira vista não me fascinou. Vi lá uns sapatos engraçados. Aposto que tinha mais peças giras mas eu não estava virada para a Zara. H&M, agarrei numa camisa às riscas, numa camisa sem mangas básica, numa saia preta curta e outra comprida. Estive para comprar mas decidi espreitar a Primark e decidir-me no fim. Blanco, coisas muito giras. Gostei, era para trazer uns calções de ganga. Ainda os fui experimentar, mas decidi, mais uma vez, espreitar a Primark primeiro. Na Primark encontrei tudo aquilo que queria por metade do preço. Aliás, a camisa às riscas preta e branca era bem mais gira. Encontrei uns tops finos sem mangas básicas por quatro euros. Comprei umas calças acetinadas pretas com caveiras. Mandei fazer a bainha hoje de manhã. A loja estava arrumada, não havia muito movimento. Deu para escolher à vontade. Quando dei por mim só tinha peças pretas nas mãos. “Cor, preciso de cor”. E lá fomos nós. Eu e a Marta. Não fosse isso, não tinha trazido a minha camisola do Batman (a mesma que a Cristina Ferreira tem no Daily Cristina), nem ela tinha trazido um chapéu giro. Aliás, na busca de cor encontrei um jumpsuit por sete euros. Giro. Um vestido cai-cai comprido. Giro. Tudo giro. Claro. Fomos comer. Descansar as pernas. Está tudo no meu Insta: ClaudiaOSimoes. Já de saída, fomos à loja de produtos de beleza Carlos Santos. Investi em produtos para o cabelo. Aproveitei e comprei uma tinta para o cabelo da marca Carlos Santos. Igual às tintas dos cabeleireiros, aliás, é onde eles compram. Paguei bem menos. Entrámos noutra loja do género em seguida e voltei a investir nos meus cabelos, aproveitando uma promoção num produto que queria há imenso tempo. Uma mascara hidratante num boion (nunca tinha escrito esta palavra na vida) gigante.

 

Mais leves, nos bolsos. Mais coloridas, no armário. Mais mimadas, no ego.

Autores Portugueses Contemporâneos

Miguel Sousa Tavares – Escreveu “Equador”, que deu origem a uma produção portuguesa de sucesso. Lançou um romance este mês, pretendo comprar.

 

José Rodrigues dos Santos – Sempre que edita um livro, está no top de vendas. Adorei “A Filha do Capitão”.

 

Luís Miguel Rocha – Escreve policiais relacionados com a religião católica. Só li “A Filha do Papa” e gostei.

 

Nuno Camarneiro – Ganhou o prémio Leya de 2012 com “Debaixo de Algum Céu”. Tenho o ebook “No Meu Peito Não Cabem Pássaros” para ler em breve.

 

Tiago Rebelo – Há muito tempo atrás li um livro dele e não gostei. Pretendo ler os mais recentes.

 

Valter Hugo Mãe – Li dois livro, achei a escrita bonita mas não adorei.

 

José Luís Peixoto – Ainda não me conquistou. O Ricardo, autor do blog “O Informador”, emprestou-me o livro.

 

Ricardo Adolfo – “Depois de Morrer Aconteceram-me Muitas Coisas”, adorei o humor sarcástico misturando crítica social. Quero ler mais livros dele.

 

Francisco Salgueiro – Ainda não li mas pretendo ler.

 

Gonçalo M. Tavares – Li pouca coisa e não gostei.

 

Domingos Amaral – Tenho o livro “Enquanto Salazar Dormia”. Ainda não li nada.

 

João Tordo – Só li “Ano Sabático”. Gostei, fiz vídeo para o canal no Youtube.

 

Miguel Esteves Cardoso – gosto das crónicas dele, não gosto dos romances.

 

Nuno Amado – Escreveu “ À Espera de Moby Dick”. Li e adorei. Fiz vídeo no canal.

 

João Ricardo Preto – Ganhou o Prémio Leya de 2011. Ainda não li, não sei quando irei ler.

 

 

 

O choro não é uma técnica feminina, certo?

Ando a ler o livro do Miguel Esteves Cardoso. Apanhei duas crónicas que me causaram urticária. Comichão no cotovelo, dores no estômago, irritação no olho esquerdo. Uma crónica diz que as mulheres são como os bebés, usam o choro como manipulação para conseguir o que querem. É falso. Nós, mulheres, sabemos que o choro não resulta. Os homens têm medo. Se adoram fugir de uma conversa, com choro a oportunidade para fugir é a ideal. Não sabem lidar com lágrimas. Aliás, não sabem lidar com conversas pão pão, queijo queijo. O melhor que consegui com choro foi a bancada da cozinha limpa durante dois dias, pouco mais.

 

Ficamos com uma cara horrível, olhos inchados, dor de cabeça e a falar sozinhas. O choro dá jeito até aos oito anos de idade. Só. O choro é usado quando não temos argumentos para aquilo que nos chateou. Ajuda-nos a encontrar os argumentos, como tossir no meio de um discurso. “Deixa pensar”, enquanto choramos não temos de dizer nada. “Ah, já sei o que vou dizer”.

 

Discordo em absoluto com o Miguel Esteves Cardoso quanto à infantaria feminina. Não subestimem o choro das mulheres. Quando queremos algo, usamos uma coisa infalível. Mas isso fica para mim, não vá ele ler.  

Ligação falhada

 

É chato comprar um aparelho para ligar-me à internet por wi-fi e nada de rede 3G. Vivo dentro de um buraco, com ursos e abelhas. Em pleno século XXI, zonas muito habitadas ainda não têm rede 3G. Um verdadeiro atentado à liberdade das pessoas e à minha felicidade em particular.

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