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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

A Mulher Certa

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Preciso investir numa câmara nova. Algo com mais qualidade do que a minha câmara de filmar. Talvez o problema seja meu, não mexi nas definições da câmara. Possivelmente vou dispensar algum tempo a ler o manual de instruções e mudar uma coisa ou outra. Na verdade, não sei o que preciso alterar.

Moralismo podre

O Sr. Coelho escreve sobre tomates. Mas não é um texto simples sobre tomates. Diz que acha mal o pessoal não comer tomates, que é eticamente incorrecto não comer tomates, que ele come tomates todos domingos mas de vez em quando come cenouras. Não concordei. Os tomates são saudáveis mas nem toda a gente tem dinheiro para os comprar, os tomates nem sempre estão disponíveis para toda a gente. O moralismo do Sr. Coelho é pouco coerente, visto que o Sr. Coelho antes de comer tomates adorava não comer tomates. Mas pior que alguém moralista é aquele moralista que quer obrigar toda a gente a ser como ele. Caso contrário, é da pior espécie possível e quer a maldade no mundo. Maldade? Vamos mesmo falar nisso? Ah, mas o Sr. Coelho mudou, tornou-se num anjo. Não acredito. E a minha teoria vem a comprovar-se quando o Sr. Coelho percebe que eu não concordo com ele. Vai daí, pede explicações. Vai daí, deixa comentários anónimos. Vai daí, pede à sua amiga Coelha ajuda para O defender. Vai daí, diz que vai matar quem não concorda com ela. Vai daí, transforma o assunto dos tomates noutro assunto. E é isto. Os tomates são bons, quem os come não é automaticamente um anjo, não faz milagres. O Sr. Coelho luta por um mundo melhor mas estraga tudo quando se esquece dos tomates.

Impressões às primeiras cinquenta páginas

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O filme "Carrie" vai estrear em Outubro. Gostei do trailer. Ontem, às três das manha, comecei a ler o livro (no Kobo) de Stephen King que serviu de roteiro para o filme. Estou a gostar imenso. A escrita é fluida, leve e perceptível. A personagem principal é bastante forte e sofre de bullying para além de ter um dom especial. Perturbante também é a mãe de Carrie. O livro é viciante, não dá vontade de parar. Acabo ainda hoje. Recomendo para quem quer um livro que mexa com os sentidos, seja viciante, com uma boa dose de mistério.

O Big Brother VIP, Ana Markl e o snobismo

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No último programa "Inferno" do Canal Q, Ana Markl, na companhia de Pedro Vieira, falou do Big Brother VIP. Começou logo por dizer, "espero que quem veja este programa não veja o Big Brother" e começa mal. Acho de mau gosto alguém ter preconceito em relação ao que os outros gostam de ver e assumir isso num programa de cultura dando a ideia que:  quem gosta do Big Brother não pode (ou nau deve) gostar de programas de cultura (musica, teatro, cinema, literatura). Errado, no meu ponto de vista. As pessoas são livres para gostarem ou não, seja do que for. E não existe um perfil planeado: "Gostas de Paulo Coelho, não gostas de Saramago". Nem sempre os apreciadores de um género, gosta de outro. Naturalmente. Não é isso que me incomoda, incomoda é o snobismo anunciado pelos jornalistas. "Quem gosta do Big Brother só pode ser ignorante". Ok, não é dos melhores programas, é insuportável, estou no meu direito de não gostar. Aliás, assim como os apreciadores estão no direito de gostar (sem obrigar os outros a gostarem, please). O facto de não gostar do BB não me faz ler Saramago, Cortázar, Capote ou Goethe. Talvez o contrário tenha acontecido, não sei. Em tempo algum vou questionar a inteligência seja de quem for por causa do seu gosto televisivo. Quanto à forma como declara isso (para o bem ou para o mal) a coisa muda de figura. A inteligente ser humilde o suficiente para respeitar o gosto (ou falta dele) de cada um.

O pessoal (daqui e dos outros lugares pequenos) mete-se muito na vida dos outros

Houve um dia em que não metemos o lixo no lixo. O saco do lixo ficou na varanda. A senhora que limpa as ruas, funcionária publica, ao passar perto da minha casa viu o saco e decidiu recolher o mesmo. Alguém viu, e questionou: "Porquê que está a recolher o lixo dessa casa?". A senhora achou de um disparate tal que nos contou no dia seguinte, para além de ter respondido frontalmente e educadamente "não me custa nada". Também confessou que não gostava desse tipo de pessoas, que não tinham nada de se meter na vida dela. E as pessoas perceberem isso? Neste meio pequeno, o facto de alguém recolher o lixo de outra pessoa (sem obrigação) é um acto impensável, mas meter o nariz na vida dos outros é perfeitamente natural.

O tesouro

Depois do almoço, estive com a Daniela a ouvir um audiobook. Foi a primeira vez que ouvi um audiobook. Chama-se "O tesouro", é um livro infantil do autor Manuel António Pina. Está aqui, neste site, para quem quiser ouvir também (site: http://e-livros.clube-de-leituras.pt/elivro.php?id=otesouro) . Gostei muito da história, assim como a Daniela. Para além disso, o autor é uma referencia muito importante nos livros infantis em Portugal.

Os sonhos da Xana

Olá, o meu nome é Xana. Ando a sonhar com os meus ex-namorados. Não escolho os sonhos mas sei o que andei a fazer até então. Normalmente, sonho com um ex ao lado do meu actual namorado. O meu actual namorado é modelo, aparece na lista dos primeiros lugares em todas as áreas. É o melhor, digamos. Os meus ex-namorados são muito diferentes uns dos outros. A única coisa que eles têm em comum é o facto de terem passado pela minha vida. No sonho, discuto com o actual namorado e parto em busca do ex-namorado. Nada previsível (not). Peço ao moço para não contar nada a ninguém sobre a nossa mini-relação. Busco pelo namorado modelo, encontro-o desfeito em lágrimas e quero voltar para ele. O problema é tentar acabar a mini-relação que comecei por raiva. Não é fácil. Tenho problemas em magoar os outros e acabo por arrastar situações mais tempo do que devia. Quando o sonho acaba, estou no inicio outra vez. Não sei porque insisto em dar voltas quando tenho a certeza que o melhor é tudo o que tenho. Não passam de sonhos a representarem todo o meu passado.

 

 

A realidade é seguramente diferente. Não perco tempo a alimentar situações decadentes e tenho perfeitamente a noção que melhor não há, somos o melhor um para o outro.

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Se tenho trinta euros o meu primeiro pensamento não é gastá-los. Antes, quando morava na casa da minha mãe, despachava o dinheiro num instante, esperava ansiosamente pelo final do mês. Continuo a esperar pelo final do mês, obviamente, mas vivo os dias de outra forma. Não desejo efusivamente pelos fins-de-semana, não quero ansiosamente os feriados, nem desejo férias todas as segundas-feiras. Gosto dos dias todos, gosto de ir vivendo com calma, não tenho pressa. Quanto mais queres os dias da frente, mais velho ficas e mais tempo terás para desejar menos tempo. Se é que me entendes. Na velhice terás todo o tempo do mundo, menos dinâmica e menos vontade. Estava a falar em dinheiro. Quando tenho trinta euros, a meia dúzia de dias para o final do mês, faço cálculos e selecciono mentalmente os pequenos gastos. Em vez de dois dias de diversão, tenho um dia. Em vez de carregar o telemóvel (hoje em dia, com facebook, ninguém precisa) poupo o dinheiro do carregamento. Em vez de meter gasóleo, prefiro andar a pé ou deixar o passeio para outro dia. Sobreviver em tempos de crise é como fazer ginástica em dias frios. Estou quase apta, aprendi a fazer comida deliciosa com meia dúzia de alimentos. A vida ensinou-me o resto. Obrigada.

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