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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

A Mulher Certa

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Finalmente escutei-me

Existe um dia da semana em que as nossas conversas alongam-se depois do jantar. Normalmente é perto do fim de semana, perto dos feriados e com uma garrafa de vinho na mesa. Falamos muito, mais que nos outros dias. Coisas que nos lembramos, não contámos apesar de vivermos juntos. Estamos todos os dias, falamos todos os dias, jantamos juntos. Mas, nas noites em que acontecem essas conversas, a conversa caminha perto de assuntos diferentes. Assuntos sensíveis, importantes ou desagradáveis. Coisas que um e o outro adoramos filosofar. No meu caso, por mais voltas, o assunto é sempre o mesmo. Logo, guardo demasiadas coisas ou dou demasiada importância. As duas. Hoje disse-lhe que quando me acontece alguma coisa a primeira pessoa em quem penso, para contar, é ele. E é. O coração e o cérebro estão ligados, adicionando a sua qualidade para ouvir-me sem julgar-me prontamente. Também é só com ele que toco em assuntos vezes e vezes sem conta porque não tenho medo de ser repetitiva e sei que ele sabe mas também não diz (e eu agradeço) que o assunto ainda fere os meus sentidos, ainda revolta, ainda magoa. Conto-lhe tudo na esperança que um dia deixe de tocar neste maldito assunto. Eu sei que quando falo o assunto torna-se real, ao mesmo tempo sinto-me mais aliviada. Não estou à procura de uma resposta, procuro ouvir-me a dar esse assunto como encerrado. Esta semana vários episódios despontaram a minha necessidade de ter uma conversa longa, principalmente porque mudei a forma de agir em relação ao assunto, desisti de tentar compreender e dei por fim a minha tarefa. Deixa vez, falei mas escutei-me a falar.

 

Estou cansada de ouvir-te nas minhas palavras.

Somos muitas, ja vos disse?

Esta manhã, alguém comentava que o facto de eu ter várias contas no facebook (pessoal, blog e do canal) dava a impressão que tinha dupla (ou tripla) personalidade. E ele não conhece o outro blog, a outra persona (a distante, sem dar confianças, fria). É verdade, sou um exagero de contas e páginas. Tenho a conta no Youtube, que é o meu lado leitor. Até parece que não tenho mais nada para fazer. Tenho, podia ir a Lisboa todos os dias olhar o Tejo. Não me apetece. Para além disso, podia levar o telemóvel e ver o Tejo ao mesmo tempo. De vez em quando estudo, vou estudando. Arranjo formas de me divertir ou simplesmente não fazer nada. Já vos disse que ando a escrever um livro? Já vos disse que estou determinada a dedicar o meu tempo a fazer algo complicado que me vai trazer frutos a longo prazo? Já vos disse que decidi adoptar um cachorro? Já vos disse que tenho uma casa inteira para decorar e a precisar da minha atenção? Já vos disse que o bom tempo vai chegar e eu vou começar a sair um bocadinho mais de casa? Já vos disse que ando em poupanças e que não consigo ir muito longe a pé? Já vos disse que o gasóleo está caro? Dias não são dias. Diariamente coloco fotos da minha vestimenta no meu facebook pessoal. Uma cena egocêntrica e fútil. Nem sempre me apetece estar no facebook do blog mas diariamente estou no facebook do canal A Mulher que Ama Livros. Leio todos os dias, é normal. Somos todos assim, diferentes, um conjunto. Eu separo as águas para me sentir mais organizada e para separar os que estão do outro lado. Um dia, quando me fartar, acabo com tudo e nem dou por isso. Ah, já vos disse que está prestes a nascer outro blog e que para isso um deles vai ter de morrer? 

Vou até ao mundo encantado

Na verdade, a minha vontade é sair daqui e ir a voar para o shopping. A minha veia cor-de-rosa manda mais em mim que eu em dias de temporal. E lá vou eu, lá vamos nós. O mês passado, este é o meu mês passado, poupei e saí vitoriosa. Menos dois dias e seria vencedora, com o primeiro lugar longe de todos os outros. Não foi o caso, descarrilei nos últimos dias e enchi o armário com mais peças (uma saia comprida, uns calções, beca beca, não vos vou chatear com esta treta). Sendo assim, o mau tempo também ajuda principalmente na hora de comprar sapatos novos. Ainda não está tempo para usa aquilo pá. Pois não. Hoje, deixei a poupança guardada na gaveta das cuecas e vou de viagem até ao mundo encantado. Feliz, radiante e pronta para abanar a cabeça na hora de escolher. 

...

Publiquei dois vídeos esta noite lá no canal do Youtube. Estou mole como as gotas de agua a escorrer pelas paredes da minha rua. Vou refugiar-me para o meu cantinho e apreciar a beleza deste lugar.

Quando alguém te magoa, como reages?

Quando és magoada o que fazes? Riscas a pessoa e nunca mais a queres ver ou dás oportunidade que ela peça desculpas? Consegues deixar de pensar no assunto e andar com um sorriso no rosto? Consegues tratar bem os outros mesmo quando andas triste por dentro?

 

Vou falar um pouco do que acontece comigo em relação às pessoas mais queridas e próximas.

 

Quando sou magoada, normalmente acontece com palavras ou com atitudes que desconhecia até ao momento, afasto-me. Vou até à minha zona de conforto e espero por algo positivo. Escuto musica triste e vou dormir. No dia seguint,e dói mais, mas não trato ninguém mal. Não sou mal educada, não uso as outras pessoas como saco de boxe. Se o tempo que dou, sem dar por isso, passar muito, essa pessoa deixa de ser olhada com os mesmos olhos, acabando de vez com qualquer tipo de aproximação. Sem radicalismos, acontece de forma natural. Se a pessoa vier pedir desculpas e mostrar sinceridade esqueço imediatamente de tudo. Se essa mesma pessoa voltar a pisar o risco comigo e voltar a magoar-me eu não vou aceitar tão facilmente o próximo pedido de desculpas. Até chegar ao dia em que não me envolvo sentimentalmente/emocionalmente com essa pessoa. Só o essencial. É isto.

Onde anda a Primavera?

Vontade de usar cor nos conjuntos de dia. A Primavera chegou, estou cheia de vontade de celebrar a bela estação do ano. Gosto de todas as estações, cada uma à minha maneira. Preciso de calor, já disse? Este vento dá-me dores de ouvidos, fico com preguiça, não posso usar roupas menos quentes que congelo. Só penso em dormir e comer. Vida celibatária. Vou abrir o armário e escolher a roupa para amanha. Cores.

Leis Emocionais

Engraçado como cresci e as coisas deixaram de atingir-me como antes. É engraçado porque achava profundamente que eu era escrita daquela forma. Uma forma frágil e sempre pronta a cair para sentir a dor. Gostava da dor, do choro, do drama. Até perceber a força que tinha. Até sentir que sou mais do que aquilo que tinha nas linhas da minha personalidade. Foi assim que aprendi, cresci empenhada em ser as palavras que edificava. Tornava-me, aos poucos, naquilo que escrevia. Supostamente sentia que seria assim para sempre. Agora que criei alicerces, agora que faço o correcto e não fujo das leias emocionais, ninguém tem o direito de atirar-me ao chão, empurrar-me. Não empurres quem não queres ver no chão. Longe do terror do escuro em que ficava todos os dias, descobri a minha verdadeira prosa. Uma prosa sem pensamentos longos, com curtas, com algumas legendas mas sem tons melancólicos. Sem dó. O hoje não é mais ontem, o meu hoje é o meu hoje. Com linhas tortas, com tendência a correcções diárias feitas pela minha própria mão. Esborrato a tinta e tenho coragem suficiente, que falta a muitas pessoas, para pedir desculpa e ser menos incerta. Mudei por mim, nunca pelos outros. Se antes, o medo era a palavra principal da historia, não faz mais sentido. Descobri que o medo faz o mesmo que a ausência do medo faz. O medo não existe para ninguém, foi uma coisa que inventaram para servir como desculpa. Em todos os meus esforços vi uma historia. Auto-elogios nada, estou apenas a tornar a minha pessoa mais real enquanto escrevo este momento. As palavras, estas e as outras, sou eu e é isto que quero fazer o resto da minha vida. Escrever até sentir sangue nos dedos. Se há algo que atinge o meu alvo são as palavras feitas de letras trocadas por emoções. Eu falo em função do que sinto. Não uses palavras que não vai aumentar em nada uma frase. Escrevo o que falo, as conversas que tenho comigo. As que gostava de ter. As que nunca tive mas sei que as tenho. Engraçado estar aqui a escrever de mim desta forma. A outra, o alvo do passado, ia rir-se muito.

 

Leis emocionais:

 

1 Sem mentiras.

2 Sem rastejar.

3 Sem dúvidas.

4 Com lembranças do que és, longe do que possas transformar-te. 

A mana e a música que a faz chorar

 

No outro dia, a Daniela disse-me que chora sempre que ouve a musica "I Dreamed a Dream", pertencente ao musical "Os Miseráveis". Realmente a música é triste mas as pessoas só choram quando algo as incomoda, ou algo as marcou. Achava eu que uma menina com nove anos não tinha problemas na vida. Perguntei-lhe o que é que ela pensava sempre que ouvia a música e ela disse-me que pensava da sua melhor amiga, uma menina que teve de trocar de escola no meio do ano lectivo, de quem tem saudades. Incomodou-me o facto dela ser tão dramaticamente romântica e tão dedicada a uma amizade. É bonito mas ao mesmo tempo senti um aperto no peito.

 

Hoje fui eu.

Primavera e os filmes

Uma Andorinha Fez a Primavera (DVD-Vídeo)

 

Classificação: Drama

Edição: 2008

Sinopse

Aos 30 anos, Sandrine é uma jovem determinada a viver o seu sonho: tornar-se agricultora. Deixa para trás Paris e o seu emprego de técnica informática por uma quinta isolada no planalto de Vercors. Para ela, tudo começa. Adrien é um velho camponês decidido a vender a sua exploração mas, cansado e desiludido, não tem vontade de transmitir o seu saber, sobretudo a uma parisiense. Cede-lhe a sua quinta mas não considera a hipótese de a ajudar. Para ele, tudo pode recomeçar.

 

Sinfonia de Primavera (DVD-Vídeo)

 

Classificação: Musicais

Edição: 2008

 

Sinopse

Século XIX. O filme narra a história do amor entre a jovem e famosa pianista, Clara Wieck (Nastassja Kinski) e o compositor Robert Schumann (Herbert Grönemeyer), como também a relação de amor-ódio entre Schumann e Friedrich Wieck (Rolf Hoppe), o pai de Clara, cujo amor pela filha supera o meramente paternal. Wieck pressiona Clara na sua carreira como pianista, num esforço para satisfazer as suas próprias ambições artísticas. Filmado na Alemanha, Áustria e França, o filme segue de forma fiel a carreira de Schumann, com um argumento magnífico baseado unicamente em fontes históricas. Um filme sobre paixões, numa mistura de amor, ódio e ambições artísticas.

 

 

Os dvds podem ser comprados na site wook.pt

Primavera e os livros

 

O Despertar da Primavera

de Frank Wedekind

Edição/reimpressão: 2012

Páginas: 180

Editor: Editorial Estampa

ISBN: 9789723325003

 

Sinopse

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado no programa de Português do 9º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada na sala de aula - Grau de Dificuldade III.

O Despertar da Primavera, peça de juventude, tem a vitalidade de todas as obras novas. Wedekind escreve-a em 1890, e ela é já, como as peças do impressionismo o virão a ser depois, uma peça com tema: o despertar da sexualidade. Este tema é desenvolvido com a afirmatividade e a concisão de quem sobretudo levanta uma bandeira da liberdade. É o Homem inteiro, o Homem que as ciências e as ideologias descobrem nos finais do século, quem está em causa na peça de Wedekind. Mais do que definir um estilo, marcar um momento da história do teatro, representar um autor, O Despertar da Primavera é um vibrante processo dos direitos do homem à sexualidade.

 

 

 

 

Ausente na Primavera

de Agatha Christie

Edição/reimpressão: 2011

Páginas: 172

Editor: Edições Asa

ISBN: 9789892310862

 

Sinopse

Ao regressar do Iraque, onde foi visitar a filha, Joan Scudamore dá por si sozinha numa pensão isolada. A viagem de comboio foi inesperadamente interrompida, obrigando-a a permanecer no deserto. Esta súbita solidão leva-a a avaliar a sua vida pela primeira vez e a encarar algumas verdades sobre si própria. Ao olhar para trás, Joan reexamina dolorosamente as suas atitudes, relações e acções, e fica cada vez mais apreensiva com a pessoa que lhe é revelada. Decidida a recuperar o tempo perdido, ela está finalmente de volta a Inglaterra e à vida que pretende transformar drasticamente.  
Relato intenso da vida emocional de uma mulher,  Ausente na Primavera foi, segundo palavras de Agatha Christie, «escrito com integridade, com prazer. O resultado final foi aquele que eu desejava, e isso é a maior alegria que um autor pode ter.»

 

 

 

 

 

O Desfile da Primavera

de Richard Yates

Edição/reimpressão: 2010

Páginas: 300

Editor: Quetzal

ISBN: 9789725648865

Coleção: Serpente Emplumada

 

Sinopse

Considerado o grande romance de Richard Yates, a par de Revolutionary RoadO Desfile da Primaveraconta a história de duas irmãs, Sarah e Emily Grimes. Conhecêmo-las quando ainda são pequenas, com os pais recém-divorciados. Ao longo de quarenta anos, acompanhamos os caminhos que as tornam mulheres muito diferentes, embora ambas tentando lidar com um mesmo passado difícil. Sarah, a estável, a determinada, fica a viver em Long Island, num casamento infeliz, acabando por sucumbir ao seu desespero silencioso; Emily, a precoce, a independente, vai para Nova Iorque, percorre vários empreg

os sem interesse, dorme com vários homens, perde a carreira e perde-se no álcool.
Neste sombrio e magistral romance, e com mestria que caracteriza toda a sua obra, Richard Yates reforça a ideia de que não existe aquilo a que se chama uma vida normal.

 

 

 

 

 

 

 

Estes livros podem ser comprados no site wook.pt

 

 

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