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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

A Mulher Certa

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De tanto criticar a barriga dele aposto que vou ter uma barriga maior. Sem bébé. Exacto. Sem gases. Exacto. Acho que as pessoas acabam por se calar quando lhes acontece o mesmo, não é? Eu já vi. Antes que aconteça, "querido, a tua barriga não é grande, a roupa é que não te favorece". Pronto, agora posso ter barriga sem ter de ouvir, "e falavas da minha...". Prefiro quando não têm nada para me atirar à cara. É sabor a vitória.

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Quando a Mafalda me disse que o rapaz só gostava dos Placebo fiz da sua frase a melhor forma de o conquistar. Corri a casa, saquei a  colectânea e gravei um cd. Beijei o cd. "Vais dar-me sorte, filho da puta". Não sei bem o que tinha em mente mas a intenção era gostar da música dele para o trazer comigo. Na noite seguinte, o rapaz foi buscar-me de carro. Um carro velho que passeava outras raparigas. Não importava, só queria levar com o vento na cara. Sentir a liberdade bem perto. Fiz-me mulher, tirei da mala de ganga o cd. "Ouve!", disse-lhe com o meu ar indiferente. Quando os Placebo tocaram naquele rádio sei que ele se apaixonou por mim por minutos. Sei, vi-lhe o sorriso. Quando começou a quarta faixa saí do carro e voltei a pé para casa. Tão simples.

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Uma casa sem tecto em que três pessoas se deslocam sem se olharem. Cruzam-se nos corredores que parecem maiores do que são. Cruzam-se como quem faz uma cruz em sombras. Um chão onde se escuta passos perturbadores. Pesados, pum pum. Pesados, pum pum. São pessoas que se julgam uma família mas não o são. Nunca o foram. Deixaram de o ser assim que um quarto membro deixou de estar presente. Só dessa forma sentiram a sua importância. Muita, imensa. As três pessoas não se falam, mas em silêncio sabem o que querem dizer, "podíamos tentar ser uma família".

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Espertos são aqueles que fingem trabalhar mas ganham o ordenado inteiro ao final do mês. 

 

Acho isso muito fixe porque assim chegamos a casa menos cansados, dá para aproveitar o resto do dia a dormir. Não trabalhar muito deixa-nos mais felizes, a empresa é mais fácil de aguentar. O patrão parece muito mais engraçado, a mulher em casa menos barriguda. Acho mesmo fixe não suar ou queimar a cabeça com esforço mental. Dói bastante, costumo ficar assim quando leio livros com muitas letras. Um horror. Pode  até criar bichos no cabelo, a minha mãe diz que são piolhos. E se calhar tem razão, se calhar os piolhos nascem do esforço que se faz a pensar. Não trabalhar muito é bastante simpático, principalmente quando temos outros a fazer o trabalho por nós. Isso é a antena no topo do telhado (podia ser a cereja no topo do bolo). Não há chatices, não há aborrecimentos, não crescem rugas, não se cansa as pernas. Porreiro pá. É mesmo fixe fixe. E quando o ordenado cai na conta? É como ir comprar um vestido na Mango por 49.90€ e a senhora da caixa (reparem que chamo senhora à senhora da caixa porque não sei como hei-de chamar) enganar-se e passar o vestido a 19.95€. Uma pessoa desconfia mas sai calada. É muito muito muito fixe fazer os outros de parvos e sair a ganhar.

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Não é fácil encontrar o preço mais baixo com boas condições mas é possível. Agora é esperar pelas férias ansiosamente. Até lá vou sonhar com os mergulhos e passeios. Gelados e grelhados. Sol e mar. Nada e nada. Ah, primeiro chega a Feira da Ascensão, vou aproveitar do inicio ao fim. Até à ultima gota. Jantares, bebidas, dançar, amigos, noite, petiscos, festa.  Vem aí um mês espectacular.

O Batom

 

Nasceu um rubrica nova no blogue O Batom, O Meu Guarda-Roupa. Sempre que possível vou mostrar o meu guarda-roupa, a ideia é colocar cinquenta visuais diferentes, enquanto conto um bocadinho sobre as peças. A ideia é poupar dinheiro fazendo conjuntos diferentes com as peças que tenho e não fazer compras à toa.

Visitem O Batom, o blogue de moda, www.batom.blogs.sapo.pt.

em jeito de desabafo

Quanto mais conheço os animais, menos quero saber das pessoas. Desculpem-me, parece diálogo de pessoa revoltada mas talvez seja isso. As pessoas desiludem-me cada vez mais sem motivo, simplesmente porque já não faço falta, já não dá jeito que eu exista. As pessoas são interesseiras mesmo quando proclamam de boca cheia que não. Talvez por isso a idade tenha trazido à minha vida paciência para os animais e desprezo por pessoas assim. É, o problema é esperares muito das pessoas.

 

Adeus, até um dia, beijinhos à prima.

ainda tens muito que aprender?!

Adoro aquela filosofia da treta, "ainda tens muito que aprender". Como se a verdade absoluta fosse dos conhecedores da vida, eles é que sabem porque já passaram por tanto, coitadinhos. Todos nós temos muito para aprender. Todos nós estamos sempre aprender, acabamos sempre por morder a língua e calar as certezas que tínhamos. Adoro quando isso acontece. Principalmente naqueles que pensam que sabem tudo mas que os outros ainda têm muito para aprender. Adoro. Já eu dizia, "a verdade de hoje pode não ser a verdade de amanhã".

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