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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

A Mulher Certa

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faz um esforço

 

 

É interessante ver o teu interesse em mim. Sempre a ver o que estou a dizer, o que ando a fazer. Sempre a colocar à prova a minha sabedoria (ou falta dela). nunca reparaste que falam mal de ti e de mim? Virtualmente falando. Não és a maior, a mais forte nem a mais popular. És só normal. É bom ser normal. Claro que não deste por isso, tu passas a vida centrada em parvoíces que não lembra a ninguém. Tenta, quem sabe consegues alimentar essa cabeça oca.

 

menos de um mês

 

O Natal está a chegar, ainda tenho a árvore para montar (sem pressas). Vou limitar as prendas este ano a pessoas muitos especiais, sem cair no erro do consumismo. Não quero gastar o meu dinheiro todo em prendas. Só quero mimar quem me atura as birras, quem tem idade para acreditar no Pai Natal e quem precisa que o Natal seja mágico.

pessoas que estacionam no lugar de deficientes

 

Estive no Jumbo. Havia uma fila de carros para estacionar à minha frente. A senhora do carro cinza não esteve para se chatear. Parou num lugar para deficientes e foi fazer as suas comprinhas. Devia ser feito algo nestas situações. Acho que podíamos bater no ombro dessas pessoas e explicar ( com desenhos) que é uma atitude feia. Explicar (com desenhos) que existem mais pessoas no Mundo ( contando 1,2,3,4,5...), obrigando-os andar a pé durante o resto da vida, visto não saberem cumprir regras básicas. Quem não sabe estacionar, anda a pé. Estava resolvido.

livros em espanhol na tua voz

 


Ver-te deitado na cama de um hospital, ligado a uma máquina e ouvir o teu coração é irónico. Nunca pensei que o tivesses. Olha, devia ser sempre fim de semana, toda a semana, para ficar a ver filmes e ir dançar com uns copos a mais. Eu sei, eu sei que não gostavas quando te obrigava a ler poemas de Pablo Neruda ou livros em Espanhol. Valeu o esforço. Sempre gostei da tua voz, tenho lá culpa. Tu sempre gostaste das minha cuecas vermelhas, tens lá culpa. Gostamos sempre dos pormenores, quando se fala a língua do coração. Agora que estás quase a morrer, vou aproveitar para riscar-te da minha vida. É mais fácil, quando o destino o faz por mim. Como se eu acreditasse que é tudo culpa do destino. Diria antes, ironia. E faz-me rir. Eu disse que ias ter saudades, eu disse. Não penses que vou ficar no hospital à espera que acordes. Agora que te calaste, já não me serves para nada.

 

recado para quem só se ouve a si mesma

 

Que linda a coragem que tens ao falares mal de mim nas minhas costas. Poderosa. É altamente lindo, especialmente nesta época natalícia. Os teus argumentos são perfeitos para quem não tem nada para dizer. Claro, o teu dia de aniversário é a data perfeita para falares de pessoas que nem sequer gostas. Miúda, miúda, miúda, a ver se ganhas maturidade. Aproveita e evita as asneiras que dizes. Não há pachorra para esses gritos cheios de falta de educação. Se pensas que vou já a correr fazer anos só para te irritar ( andas a competir sozinha) estás enganada.

 

Beijinhos do grupo Palitos Gourmet para ti.

denunciar-te

 

Quando não consegues olhar nos olhos alguma coisa fizeste. Alguma coisa pensaste. Alguma coisa tens para dizer. Olhar nos olhos é a forma mais franca de ser verdadeiro. Se não fores fiel a ti mesmo, não serão as palavras a transformar o que está mal. Podes falar, podes gritar, podes podes e podes dezenas de vezes.  Até acenar com a cabeça ou encolher os ombros.

 

Percebe, é o olhar que ganha sempre.

o fim chegou e agora?

 

Quando chega o final, o primeiro passo é rasgar a fotografia, trocar “amor” pelo nome próprio no telemóvel, devolver o que ficou perdido por casa, apagar fotos no computador, esconder as molduras que estão à vista, procurar não usar aquele perfume que ele tanto gosta, ir ao cinema mas nunca mais voltar a sentar na fila H/lugar 18. Não visitar os sítios favoritos prometendo não voltar com outra pessoa. É pensar que o Natal agora será mais triste, menos uma prenda que se compra. Fingindo que até é uma vantagem. Todos sabem que não é. O fim vem dar-te a oportunidade de voltares a construir tudo. Até perceberes, vais deixar de ouvir as músicas que ouviam juntos. Chegas a mudar a estação de rádio. A televisão passará a estar mais vezes ligada. Queres aquela companhia. Só aquela. Vais pensar, “onde é que errei?”. Vais encontrar muitas respostas. Vais, todos sabem que é assim. Vais esquecer que os sentimentos mudam.

 

Um dia percebes que o fim também é um começo.

caramba

 

Felizmente, a vida não passa de uma roda. Uma semana péssima passará a ser a melhor semana de sempre. No bolso a mesma moeda, nos pés os mesmos sapatos, na história as mesmas pessoas. Felizmente, o ser humano tem a capacidade de se renovar e deitar para fora aquilo que lhe faz mal. Felizmente, existe o fôlego para dar outro alento.

 

Para mim existe a escrita.

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