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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

A Mulher Certa

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Ele não quer casar comigo

 

 

eu

 

 

Quando ele me diz que não pensa em casar, nem em ter filhos dói-me o coração. Como se estivessem a espetar devagarinho uma agulha a ferver. Como se fosse por maldade aquelas palavras. Não quer dizer que eu pense em casar ou em ter filhos agora. Porque até nem quero casar. Nem quero ser mais uma esposa dedicada e viver rodeada de emprego e casa para cuidar. Não me ia habituar a uma rotina que me faria querer espreitar outras fechaduras. Não quero mas cada vez que oiço aquelas palavras sinto que não as quero ouvir. Não dele, não agora. Nem nunca. Talvez finja que não quero casar só para fugir da verdade. "Tu queres, só não queres admitir". Não! Há outra verdade! "Tu só queres casar até ele dizer que quer." Pronto, é isso.

 

Perco o interesse assim que conquisto o que, às vezes, nem quero. Vai lá uma pessoa entender.

Quando se pode ter mais, quem é que quer menos? Eu

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Quando andava na primária  não queria beijos na boca. Só queria aprender a escrever e os meus unicos beijos era na mão de um rapaz chamado Pedro. Ele pedia-me beijos na bochecha, mas a menina de saia ao xadrez (eu)  achava demasiado. Não queria esse genero de intimidades. Ao Pedro só dava beijos na mão. Na mão mesmo. Algo estúpido mas que o marcou para sempre. Marcou tanto que assim que apanhou uma miuda que lhe dava beijos na boca, largou-me logo. Tinha seis anos e esta foi a minha primeira desilusão de amor. Não me chegou afectar. Eu entendi o Pedro. Aliás, sempre fui muito compreensiva quanto aos seres vivos e suas necessidades. Quem é que no seu perfeito juízo queria beijos na mão quando podia ter beijos na boca? Ninguém. Apenas eu. O Pedro era o rapaz mais forte da escola, adorava jogar à bola. Eu preferia escrever e andar no escorrega.

 

Às vezes ainda prefiro.

Vira-casacas

 

Sou vira casacas, o meu clube é o Sporting. 

 

 Fui ao estádio ver Benfica- Leixões. Nunca tinha tido o prazer de entrar num estádio e assistir a um jogo ao vivo. Gritei os 5 golos, rodei o cachecol, fiz a onda, bati com os pés, chamei nomes ao jogadores maus, comi um cachorro e um gelado. Estava completamente euforica! A emoção de estar ali é tão grande que não sei comparar a nada. Pensava eu que era anti-benfiquista. Parece que descobri que não é bem assim. Posso ser de qualquer clube. Enfim, completamente vira-casacas. Quero lá saber, eu até nem sequer paguei os bilhetes e a companhia era boa.

 

 

Preferia andar nua, nunca descalça

 

 

 

eu

 

 Estou furiosa.

 

Caí no chão perante um grupo de betinhos? Não!

Sujei-me com alguma bebida? Não!

Fui barrada à entrada? Não!

Parti algum dente com um cotovelo mais atrevido? Não!

 

Só fiz um furo nas minhas botas NOVAS com algum cigarro. Só isso. Coisa pouca para alguém que dá beijos aos sapatos. Coisa pouca para alguém que podia andar nua mas nunca descalça.

 

 

Só falo é a parva

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Hoje há festa no Vila-Baixa portanto é dia de dormir depois das 17horas. É dia de estrear as botas novas que comprei ontem. É dia de trabalhar e conseguir realizar as tarefas a tempo. É dia  de largar a internet porque hoje é sexta e não há tempo para vicios. É dia para beber enquanto se dança até às dez da manhã de amanhã. É dia de distribuir beijos e truques de simpatia. Hoje não quero comer tanto como ontem para não me doer a barriga. É esperar que o cabelo fique maravilhoso na trança que vou fazer. Pronto.

 

Hoje é dia de festa e eu vou lá estar.

Olha o leitãozinho chamado Cláudia

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Engordei 4 quilos. Pois é, pois é. É o que faz tomar duas vezes o pequeno almoço. Comer chocolates à tarde. Juntar feijoada com batatas fritas. Comer bolos de chocolates. Pão de ló. Doces com leite condensado. Para onde foram os quilos que ganhei? Não sei. Acho que para a barriga e pouco mais. Não se nota quase nada, mas sinto-me melhor. Se antes tinha problemas para comer, agora ando sempre com fome.

 

Bicho do mato. Não és capaz de ser uma pessoa normal. Estás aqui, estás com diabetes ou algo parecido. Depois admira-te que tens de voltar a emagrecer.

Brincadeiras no local de trabalho

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No local de trabalho

 

Eu e a Marta decidimos brincar um bocadinho com o colega Diogo. Enfiámos um carta romântica escrita a computador dentro de um envelope, que por sua vez foi parar à gaveta dele. Ele encontrou a carta no final do dia. A primeira coisa que pensou foi que teria sido a Marta a declarar-se. Chegou mesmo a enviar-lhe uma SMS a perguntar se ela sabia de alguma coisa. A Marta não confessou. No dia seguinte, o Diogo andava com borboletas nos olhos. Sem nunca se descair. 

 

Tenho para mim que ele será o primeiro homem a suspirar por cartas de amor. Tem mais sorte que eu, a mim ninguém me escreve nenhuma.  

Não vale a pena dizer nada ao pessoal cego

 

 

 

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Antes era tão ceguinha e tão parvinha que mesmo os meus amigos dizendo: "ele é um otário, brinca contigo"! Eu, fingia que lhes dava razão mas não ouvia nada, nadinha. Eu é que sabia o que era melhor para mim. Cheguei a chatear-me com algumas pessoas por causa dele, cheguei a pensar que me queriam mal. Pelo contrário. Mas a Cláudia não entendia porque preferia achar que ela é que era a porcaria, que ele era perfeito. Perfeito o tanas. Estava longe de imaginar que um dia ia sair do poço e ia ver isso com os meus próprios olhos. Esse dia chegou e consegui perceber cada palavrinha do que me diziam. Consegui perceber que só queriam o meu melhor. Que estavam a tentar ajudar-me, para eu deixar de chorar dia e noite. Para eu começar a comer. Para eu não faltar ao trabalho. Para eu lutar por mim, que valia mais do que ele me fazia acreditar. Agora entendo exactamente tudo o que me diziam, na altura não.

 

Portanto, se vocês tiverem amigos nestas situações esqueçam. Não vale a pena gritarem, não valem a pena tentarem mostrar-lhes o melhor. Resta apenas esperar que eles batam com a cabeça, façam um galo e depois abram os olhos.

 

Adorava poder mudar isto. Deixar que a paixão cegue as pessoas. Ou que as deixe surdas. Se os amigos dizem isto ou aquilo convêm levar a sério, um bocadinho vá.

 

Não come, nem sai de cima

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Parece que é giro brincar com os sentimentos dos outros. Parece que faz parte da festa. Se há coisinha que me enoja são aqueles homens que não dizem que sim, nem que não. Ora amam, mas depois dizem que preferem um tempo. "Há que dar tempo ao tempo". Quando me disseram isso uma vez, fui menina para o mandar dar uma volta. Porque comigo ou querem ou não querem. Ou sim, ou sopas. Cá meio termo, é que não me serve para nada. Eu, menina decidida, não aceito pessoas com dúvidas sobre o que querem de mim. "Ah e tal, não sei. Não estou preparado." Não estás preparado? É simples, prepara-te porque agora que me conheceste, tudo pode acontecer.

 

Na vida temos sempre opções. Há que escolher com certeza. Podemos precisar de tempo para decidir que emprego escolher, que viagem fazer, ou lá que porra for. Podemos sim. Não me venham é com: não come, mas não sai de cima. É tortura para um, agradável para outro.

 

Pessoalmente, não me agrada brincar com sentimentos. Quando quero, digo-o. Quando não quero, digo-o. Parece-me simples. Mas quase, quase, sei que não há ninguém que não tenha passado por esta situação. Que não tenha preferido ser o "brincalhão". Eu já passei, já brinquei, já brincaram comigo. Actualmente não acontece. No futuro, não faço ideia. Garanto é que o meu EGO não deixa que se repita. Nem de uma maneira, nem de outra.

 

Eu como ou saio de cima.

 

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