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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

A Mulher Certa

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Dilema de Fim de Ano

Este fim de ano deparei-me com um dilema. Vou para Mil Fontes e satisfaço o desejo do namorado que quer estar muito com os amigos ou fico por cá com a melhor amiga que está sozinha e deixo o namorado ir? Fico triste qualquer das maneiras. deixou-me angustiada e nem dormi esta noite. Fiz directa com o assunto na cabeça.

 

Resolvi a situação.

 

O namorado vai para Mil Fontes, eu também e a amiga também. Como não dá para ela ficar na casa dos amigos dele porque já está cheia vamos ficar as duas numa pensão. Pronto. Ficamos todos felizes.

 

O problema? Não reservam quartos e terá de ser por ordem de chegada. Normalmente esgotam. Parece-me que vou ficar a dormir no carro. Não vai ser problema. O espírito está cá dentro e amiga perto.

 

Prendas Minhas

Ora, as prendas que recebi. Cá vai a listinha pequenina. O Pai Natal acha que não me portei muito bem este ano. Pelo menos foi o que ele me disse. Eu cá respeito o gordo.

 

DVD do Filme Sexo e a Cidade.

Livro Arquipelago das Insónias do António Lobo Antunes, o meu querido escritor.

Toalha bordada.

Lingerie vermelha e sexy.

Pulseira azul.

Borboleta dourada.

E a cereja em cima do bolo foi nada mais nada menos que uma máquina digital.

 

Agora? Só fotos. E começam já hoje com uma ida a Obidos.

 

(qual foi a vossa cereja?)

 

A CLÁUDIA...UM MODERNO CONTO DE PRINCESAS...

 

 

 

 

 

 

 

 

(Cá está o texto que me fez esperar... um pouco)

 

 

 

 

 

Tropecei nela... algures entre um shut down e um logg in fui parar ao seu castelo... após uma breve troca de galhardetes inicial, deparei-me, uns dias mais tarde, com um post intitulado: "O Bento"... os primeiros minutos de estupefacção serviram para a mosca entrar... os seguintes... para a mosca sair depois do brutal engasgo... o texto de hoje não é uma troca, nem um agradecimento é um... "tirar o chapéu"... Disse e torno a dizer... o texto hoje é diferente da linha programática definida para o blog... nada de humor corrosivo, nada de crítica ou empenho social, apenas um conto de princesas... porque, com ou sem mau feitio, às vezes a vida também é pintada em tom de rosa, porque é a Cláudia, porque me apetece... porque sim... pronto, já disse !

 
"Aos quarenta ganhamos as dioptrias que não tivemos aos vinte... e passamos a ver melhor"... Isso era antigamente ! No tempo em que os animais falavam e os Romanos jogavam ao galo na península... hoje, já nascem de olhos abertos e a soletrar p-l-a-y-s-t-a-t-i-o-n... Alimentados a papas e rações, com ou sem dioptrias, passaram, simplesmente, a ver... e a exigir... sim a exigir... numa lógica cartesiana, se lhes deixamos um mundo a preto e branco, se eles existem, logo exigem...um mundo em cor de rosa...
Era uma vez, uma princesa muito bonita, jovem e irrequieta... gostava de saltos altos era louca por revistas de moda, tinha uma mala da Parfois oferecida pelo seu príncipe... Lia, escrevia, tinha um blog, não acreditava no eterno e achava que nada acontecia por acaso... aconselhada pela "Mimi Rose", não raras vezes, realçava a sua beleza com formas circulares, plumas e rendas em tom de lilás... Fascinado, o sol, invariavelmente lhe dava os bons dias pelas vidraças... da varanda do seu castelo contemplava os montes próximos e o rio que bordejava a planície... a vista era esplêndida... o séquito de amigos e empregados velava para que nada lhe faltasse... ao conforto do mobiliário moderno do castelo juntavam o carinho, compreensão e desvelo com que a mimavam...Mas, e há sempre uma adversativa nos contos de fadas, dado que a felicidade não se encontra no fundo da carteira por entre batôns, pincéis e perfumes da Dior, apesar de ser feliz, a princesa queria ser ... muito feliz... assim sendo, e porque era época de Natal, tinha posto um ou dois pedidos no sapatinho: uma mãe a sério, não tornar a jantar sozinha à varanda do castelo e um príncipe que visse... sem miopia... No seu mundo, o eterno feminino, tudo se devia conjugar numa relação de causa/efeito sem atritos ou fricções.... Sendo mulher, no seu mundo, a ordem natural das coisas não era a do Lobo Antunes , mas a do amor, carinho e compreensão...nada mais natural !!! Ah! e, já agora, que o seu príncipe "estivesse" no seu mundo... mas, e novamente a adversativa, os dias passavam e a princesa inquietava-se e revoltava-se... o seu príncipe, indiferente aos gritos mudos e aos apelos, apenas ia "estando", ao sabor das marés e interesses próprios, distraidamente, no seu mundo... constantemente fazia tábua rasa dos seus pedidos e apelos e foi construindo um fosso que ameaçava afastá-los para sempre... a pouco e pouco, a revolta tomou conta da princesa que gritou, berrou e, por todo o reino se ouviu o clamor... cansada, de mais um dia sozinha e fechada no seu castelo, de mais um aniversário de " tchin,tchin" e boa noite, deixou-se vencer, de braço dado, pelo sono... Então, numa nuvem rosa, surgiu a fada boa... kilómetros de autoestrada de pernas, silicone no peitoril q.b., 86-60-86 bem medidos, disposta a conceder-lhe um desejo... no meio do sonho a fada perguntou:
- Queres um carro novo para substituir o teu que está avariado? Queres um Plasma? Uma viagem ao Brasil? Diz-me... que queres que te dê?
- Dá-me asas - respondeu a princesa...
- Perfeito - respondeu a fada - queres um Red Bull...
- Não... Quero asas a sério...
Na manhã seguinte, aos primeiros raios de sol a dançar na relva molhada, a princesa levantou-se, abriu as janelas de par em par, pegou no seu melhor vestido, oferecido pelo pai natal numa caixa com laço e tudo, fez baixar a ponte levadiça e saiu para o relvado...
- Vai passear menina? - perguntou uma das aias admirada com um brilhante par de asas no cimo das suas costas...
- Não! - respondeu a princesa com um sorriso amplo - Vou ganhar o mundo !
E então...oops...desviou-se mesmo a tempo de o pisar... a escassos centímetros do seu pé, um enorme sapo, alarvemente pousado sobre um nenúfar, coaxava distraidamente...
 
Autor: Bento
Blog do Autor:http://bento-vai-pra-dentro-bento.blogspot.com/
 
 
Foram as mais belas palavras. Um presente de natal que me fez aquecer o coração. Percebi que mesmo longe, no alto de uma torre de um castelo, as pessoas conseguem chegar perto de mim. Mesmo que enalteça o mau feitio, sou acarinhada por isso mesmo. Hoje sinto-me importante, desculpei lá a humildade. E só uma pessoa generosa pode fazer outra sentir-se assim. Obrigada Bento. Há vários tipos de chocolate e vários tipos de miopia. Viva esta. Viva ele.
 
Agora sim. Desarmaste-me.

E agora?!

 

Não gosto de esperar. Neste momento é a unica coisa que posso fazer. À espera de um texto sobre a minha pessoa. Não estou nervosa, não tenho medo, simplesmente estou curiosa. Ansiosa. Curiosa e ansiosa. Tenho ido espreitar o dito blog do Bento. E agora que se tornou público, a pressão é maior. Um bom desafio portanto. EU? Continuo à espera a fingir que não estou. Como é que isso se faz? Escreve-se um post em que eu brinco com a situação e digo que é tudo a fingir.  

 

 

 

 

 

 

Um ano de namoro

Uma prenda dada sem mais nada. Depois o beijo de agradecimento. Depois a merda dos filmes da TVI e o Puzzle Bubble. Mais nada. Só isto e isto tenho todos os dias. Não há dinheiro para mais nada. Porra, a queca de aniversário é de borla. Pelo menos eu não levo dinheiro. Só se não conhecer de lado nenhum. Aí sim, levo 50 euros se for por trás. odeio aniversários. Uma data não vale nada. Um ano? Txi... faço isso todos os dias. Há um ano que tomo banho, escovo o cabelo e ainda janto sozinha. Depois bebo um copo na varanda para celebrar a merda de frio que está lá fora. Há um ano que é assim. Portanto, não há nada de especial nisso. Só por acaso até tenho algum dinheiro. Pouco. Mas vou lá gastar com estas datas. Não. Primeiro a canja da mãe dele. Eu que coma cereais que também faz bem. Não vou ter coragem de postar este texto. Ele depois vai ler e vai perguntar-me: és feliz? E eu vou dizer que sim. Há melhor coisa que jantar sozinha mais um dia, fumar  cigarros e escrever textos estúpidos? Não. E sabem que mais? Ele até nem deve ler isto. Tem mais que fazer.

 

- Jantas sozinha porque queres.

- Sim, janto sozinha porque quero. Por favor familia não venham jantar comigo. Por favor pai não voltes a ficar vivo e a jantar comigo. Mana continua lá a tua vida e deixa-me aqui sozinha.

 

Parabéns.

Foi assim.

 

(terei coragem?)

 

 

 

 

 

 

 

Coisas (pela visão dele)

Construi-lhe um castelo e quis que ela entrasse. E entrou. Devagarinho e bonita. Olhou-me nos olhos e disse-me que ali seria feliz. Felicidade era o que mais queria dar-lhe. Depois começou a gritar, a dizer que eu não prestava para nada. Fez-me guiar feito doido sem saber para onde ir. Chorar com raiva das suas palavras. Ela quer ir embora e eu peço desculpas. Não faz mal, limpo-lhe os lágrimas e prometo melhor da próxima. Depois começa a gritar, a dizer que eu não presto para nada. Empurra-me para fora do castelo e não me deixa lá ficar. Gosto dos vestidos dela. Do cabelo preto e longo. Da fragilidade que esconde ter e me faz querer abraça-la muito. Mas depois grita-me sempre que os outros eram melhores, que não a faço feliz. Finjo nem ligar e puxo-a para perto de mim. Depois ela grita e diz que não presto para nada. Dá-me a força que nunca pensei ter. Não atende as minhas chamadas por birra. Abre-me a porta para sair e depois chora por estar sozinha. Não me deixa lá estar. Não vou porque quero. Aquele castelo construi para nós. Preocupo-me com as suas insónias e as malditas dores de cabeça. Mas tens sempre de gritar e dizer que não presto. Quando sei que sou importante para ti. Uma coisa,pois não? Para a próxima convida-me para jantar, não quero que jantes sozinha.

 

Perceberam?

(não posso dizer tudo)

Coisas

castle.jpg (47986 bytes)

 

 

 

Constrois-me um castelo e fazes-me entrar pelas portas a dentro. Eu rodo de braços abertos e fecho os olhos. Aqui vou ser feliz. Depois, fazes-me rir e chorar. Fumar cigarros que nao quero. Gritar palavras estupidas. Fazes-me correr para longe de tudo. Dás-me a tua mão e eu aceito as desculpas. Não faz mal, limpo as lagrimas e volto para o castelo. Depois fazes-me rir e chorar. Empurrar-te com toda a força. Chamar-te nomes. Rasgar tudo o que é teu. Se há momentos que não apago a culpa é tua. Fazes-me pensar em coisas,não me deixas dormir e nem acordar no dia seguinte. Quero fugir e tu não deixas. Empurras-me lá para dentro. Gosto das tuas camisolas às riscas. Dos teus lábios perfeitos. Das tuas mãos em mim. Do doce que consegues ser. Só que me fazes chorar sempre que decido não chorar mais. Tiras-me as forças que aprendi a ter. E não respondes às minhas mensagens. Fechas a porta e tens de ir. Fico sozinha no castelo grande. Para quê tanta coisa se depois ninguém quer viver lá dentro. Doi-me a cabeça. Fico doente. Tomo comprimidos. Escrevo sobre tudo e nem consigo dizer tudo. Gosto do teu abraço. As promessas. Depois fazes-me rir e chorar. Só mais uma vez. Não sou uma coisa, pois não? Para a próxima pede-me para jantar contigo porque não me queres sozinha.

Que não faça chichi nem cócó...

Uma conversa.

 

- Preciso de ajuda, não sei que fazer.

- Não posso ajudar, desenrasca-te sozinha. Não quero saber.

 

E ainda dizem que é Natal. Eu tenho uma mãe que é um mimo. Está na minha lista de prendas para este ano, quero uma nova mãe. Não é preciso que venha com 25 anos que não gosto de emprestar roupa, só uma mãe normal. Daquelas que amam os filhos e nos apoiam. Ah e que abrace. Também era bom.  

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