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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

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Crónica de Amor: Carta Honesta, para ti

Cameo Brooch from Hilpharakas, Shirt? from Newyorker, Ruffled Dress from Reserved, Belt from Terranova

 

Meu querido (sem tom de gozo),

 

cá vai. À minha maneira. Escrita.

 

Eu não te escolhi. Aconteceu. Nisso estamos os dois certos. Foi inesperado, sem aviso. Chamam amor. Eu tenho outros nomes. Podia agarrar num dicionário e meter-me aqui a definir. Não me apetece. Também já bebi dois copos a mais e saía porcaria de certeza. A esta hora deves estar a trabalhar, para variar. Mas lembrei-me de ti quando ouvi aquela música que tanto fiz repetir nos meus ouvidos. Hoje acordei preparada para me decidir por ti. Deixar tudo e ficar contigo. Foi um pensamento breve. Que me fez feliz, sabes? Imaginar-me contigo sem horas marcadas. Eu sei o que vi. Os dois a fazer real o que tanto sonhámos. Pois, acordei preparada e pensei que estava decidida para mandar tudo à merda e ficar do teu lado. Mesmo com tanto contra nós. Não era assim tão dificil. Não era. Eu não tinha de disfarçar nada, nem calar mais as minhas vozes. Oh, meu querido, podia cantar e dizer que o amor era real. Contaria histórias. Imaginas a música que estou a ouvir neste momento? Essa mesmo, aquela que nos fez beijar pela primeira vez. E em silêncio sorrimos para dentro. Sei que te lembras. Antes de leres o final desta carta, preparei tanto para te dizer. Não quero que sigas a tua vida sem mim, muito menos longe. Não quero que agarres na nossa história e deites fora. Nem as fotos que te dei. Ou o meu número. Ou nas cartas, ou bilhetes. Se um dia pedires, direi tudo na tua cara. Olhos nos olhos. Talvez, seja uma esperança para te voltar a ver. Se eu for atrás de ti, tu voltas, não voltas? Antes que o meu copo chegue ao fim, tenho de escrever alguma coisa de jeito, antes que te canses a ler esta carta. Vês, como te disse, quem ama nunca fica amigo. É verdade. Nem eu te quero para amigo. Estou quase a terminar. Agora, estou sentada neste sofá creme a escrever-te. E por mais que tenhas ido embora. O que eu muito entento, mas não aceito. Por mais que tenhas sido estúpido, eu conheço as tuas palavras verdadeiras. Não, não és a minha tábua de salvação. Caso fosses, já te teria ido buscar. A um lugar qualquer. Agarrava na tua mão com força e fazia-te sentir o que sentimos em comum. Tu verias que tenho razão, quando não estou certa. Agora, despeço-me. Segue a tua vida, longe do meu egoismo, de tudo o que sonhei para nós. Eu abro mão de ti. Sim, abro. Por não acreditares em mim, nem em alguma coisa que venha de mim. Ou por não teres tempo ou paciência para mim ou para as minhas coisas. Hoje eu liberto-te. E não cabe a nós decidir o resto.  Já chega para os dois, mesmo quando sabemos que vai durar uma vida.

 

Assim me despeço. Um beijo.  Fica mais ou menos. Assim como eu.

 

 P.S - E não te escrevo mais nada.

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