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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

A Mulher Certa

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Esta talvez tenha sido a situação mais parva onde me meti

Flying Tomato Leather, Chains, Vasia Striped Tee, Ripped Skinnies

lookbook

 

 

Acontece-me de tudo. Quase tudo, vá. Uma pessoa já não pode ir ao café sossegadita. Qual quê.

 

 Agarrei no carro, e fiz-me à estrada. Primeira paragem, multibanco. Levantei vinte euros que a vida financeira desta casa está em crise. Segunda e ultima paragem, bar. Uma pessoa tinha o cabelo bonito, uma pessoa tinha as botas novas. Chovia só para chatear. Estaciono o carro e saio. Qual não é o meu espanto, quando o meu carrito decide andar para a frente sozinho. Sim, pela ribanceira abaixo em direcção ao declive mais próximo. Corri que nem uma maluca para o carro, na esperança de salvar nem sei bem o quê. Só me lembrei de abrir a porta e puxar do travão de mão. Por um triz não captou, e eu não fui desta para o hospital. Mas ficou com as rodas traseiras levantadas. Meio para lá, meio para cá. E agora? Só chovia muito, para me encharcar toda até aos ossos. Sentei-me a medo no banco do carro, rezando para não cair. Entre as minhas orações, um carro parou ao meu lado com dois homens grandes. E agora? Sou violada? Não. Eram dois policias que apresentaram logo a identificação e ofereceram ajuda. Não sei de onde caíram, mas foram logo muito prestáveis. "Precisamos de uma corda". E vai de fazer muitos telefonemas na esperança de arranjar uma corda. E vai de fazer muitos telefonemas para arranjar um jipe.  Entretanto ia chegando ajuda, uma multidão ia cercando o meu carro. O jipe chegou, a corda chegou (mais propriamente uma corrente que roubaram a uma cadela), e toca de puxar o carro. Era ver os valentões a fazer força, enquanto eu perguntava o que podia fazer para ajudar mas limitava-me a ver, que aquilo não era trabalho para meninas. Por fim, o carro salvou-se. Gritei "obrigada, obrigada, muito obrigada pela ajuda". Não me venham dizer que os portugueses são isto e aquilo, que não ajudam ninguém, bla bla bla. Sou a prova viva do contrário. Ficámos todos encharcados, todos sujos de lama. Foi quase tão bonito  como o fogo de artificio na passagem de ano.

 

Para a próxima, o travão puxa-se. Não vá o carro ganhar pernas. Que eles andam malucos, prontos a saltar qualquer vedação.

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