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A Mulher Certa

claudiaoliveira23[gmail]com

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Regresso

Olha, regresso ao emprego na segunda feira. "Momentos de angustia", dizem. Tranquila, digo. Sempre aceitei aquilo que acontece ou vai acontecer sem grandes sobressaltos. Se com o primeiro filho estava nervosa, com o segundo isso acabou e sei que ninguém morre e tudo passa. 

De directa

Eu podia ter ido dançar feita louca debaixo da lua enquanto passava as mãos pelo cabelo e cantava bem alto: eu queria dizer que não mas não consigo. No entanto, a realidade é tão longe da expectativa. Eu cantei a música enquanto guiava o carro descapotável que eu não tenho mas gosto de inventar que tenho. Eu dancei na mesma situação. Mas depois cheguei a casa e tinha o miúdo acordado. Ele adormeceu mas não estava quieto um segundo. Então depois começou a festa da diarreia e se eu contar já são sete fraldas sujas desde que cheguei. Depois vomitou muito. E eu estou aqui de olheiras à espera da próxima fralda suja, a dar água enquanto escrevo sobre a situação só para aligeirar a coisa enquanto canto: eu queria dizer que não, mas obviamente que não consigo.

Cada uma com a sua

Uma moça fez uma peça de roupa para oferecer a um bebé. Escolheu a cor preferida e mandou fazer num modelo exclusivo. O bebé nasceu, vestiu e deixou de servir. A mãe desse bebé ofereceu a peça a outra mãe que tinha tido um bebé. A mãe meteu uma foto no instagram do bebé com o fato verde. Uma moça viu, foi contar à pessoa que fez a peça. Ela não gostou e levou a mal. Expressou isso numa conversa na casa da segunda mãe. Eram todas amigas. Nem parece. Se calhar não são.

Se calhar a parva sou eu porque aceito roupa de outras pessoas e não vejo maldade nesse tipo de coisas. Se calhar a parva é quem oferece roupa usada feita com muito carinho a outra pessoa. Se calhar a parva é quem fez a peça e ficou chateada com isto. Decidam vocês. Eu tenho a minha resposta. Digamos que dei a peça à moça que mandou fazer a peça. 

A sombra da mosca

Filho, tens medo da sombra da mosca. Não entendo que raio de medos são esses. Nem parece uma coisa a sério. Se existe algo mais pequeno deve ser a sombra da formiga. A sombra da mosca faz-te sair do banho quando estás a ficar com os dedos velhinhos. Faz-te entrar para casa quando começa a ficar calor no quintal. Faz-te vestir uma camisola quando preciso que te convencer a não andar despido pela casa. Faz-te levantar do chão quando estás a fazer uma birra péssima. Ai filho, mal sabes tu. 

Um livro de reclamações, por favor

Queria que o mundo tivesse um livro de reclamações. Queria mostrar a minha total indignação em relação a uma situação pequenina no meio de tanto problema grave. Roubaram o carrinho da minha filha dentro do prédio onde vivo. São episódios destes que me deixam triste com a humanidade. Não consigo imaginar que tipo de pessoa é capaz de roubar um carrinho de bebé. Não estava visualmente abandonado. Alenquer é uma vila pequena. As pessoas conhecem-me. Gostava verdadeiramente de receber a resposta à minha reclamação. Talvez um pedido de desculpas. Uma pessoa que precisava muito de um carrinho. Alguém desempregado e sem forma de passear o seu filho. Só assim conseguiria abater este sentimento de tristeza que ficou depois deste episódio. 

Deve ser

Eu gostava de tocar num assunto sem ser muito directa. Não quero que passem por aqui e comecem a fazer filmes. Como sempre. Estou sempre a bloquear pessoas nas minhas redes sociais porque não quero que andem aqui e lá, sempre a falar, sempre a inventar. Por isso troquei tantas vezes de blog, tanta vezes o nome do blog. Tantas vezes. Eu gosto de afastar-me das más energias. Mas tenho um íman. Só pode. Este ano deixei de falar a imensas pessoas. Sou altamente na arte de cortar com as pessoas. E cada vez mais. Um dia estarei no mundo, sem roupa, sem amigos e agarrada a um telemóvel com internet. 

Generosidade

Tenho uma amiga muito generosa. Tudo o que ganha de forma inesperada acaba por partilhar. Sério. Ela adora dar presentes e mimar os amigos. Nunca conheci ninguém como ela. Acho impressionante a sua forma de ser. Nos tempos que correm, onde a ganância predomina, não é comum alguém gostar tanto de partilhar. Ela dá sem pedir em trocar, sem cobrar. Não é aquilo que dá que merece ser destacado, é mesmo a enorme generosidade que carrega. É a sua maior qualidade. Acho admirável. Eu dou-lhe o que tenho de melhor, a minha fidelidade e amizade.

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